Foi só nas grandes penalidades que o sonho da Costa Rica se realizou. Num jogo dramático realizado na Arena Pernambuco, a seleção da América Central foi mais feliz e impôs-se nos penáltis por 5-4, depois de uma igualdade a um golo no tempo regulamentar, onde o guardião Keylor Navas foi o herói.

No entanto, quase se pode dizer que as duas equipas guardaram todas as emoções para o fim. A primeira parte ficou marcada pelo equilíbrio e pelas evidentes preocupações defensivas dos dois lados. Pouco habituados a estas andanças dos oitavos de final de um Mundial, ninguém queria cometer o primeiro erro que pudesse ser fatal.

Contudo, foi a seleção helénica a ter um ligeiro ascendente nesses 45 minutos, graças à maior contudência e perigo do seu ataque. Foi à seleção de Fernando Santos que pertenceu o lance de maior perigo nesta fase, com Keylor Navas a negar o golo a Salpingidis aos 37, com uma "mancha" crucial num desvio ao segundo poste da baliza costa-riquenha.

No segundo tempo, a Costa Rica regressou com maior atrevimento e coragem e chegou rapidamente ao golo. Bryan Ruiz, aos 52', com um remate em jeito e muito colocado à entrada da área grega, bateu Karnezis para o 1-0 no encontro. Começava a desenhar-se a tragédia grega de Fernando Santos.

Todavia, a Grécia voltou a fazer de entrega a sua maior arma. Sem nunca desistir de procurar o empate, os gregos beneficiaram ainda da expulsão de Duarte, aos 66', nos costa-riquenhos, levando o jogo para as imediações da baliza de Navas. Samaras, Mitroglou, Karagounis e Gekas eram nesta altura setas apontadas à baliza adversária.

A reação da Grécia seria premiada nos descontos, tal como aconteceu frente à Costa do Marfim na fase de grupos. Aos 90+1, Gekas rematou na área numa jogada de insistência para boa defesa de Navas, mas Sokratis Papastathopoulos marcou na recarga, soltando uma enorme festa dos gregos.

Tudo adiado para o prolongamento. Aqui foi o momento da Costa Rica resistir e sofrer perante o ataque helénico, que procurava um derradeiro forcing pela vitória. Desta feita, não haveria novo prémio para o técnico português. O jogo avançou para a "lotaria" das grandes penalidades e aí o bilhete premiado saiu à Costa Rica, que segue assim de forma inédita para os quartos de final do Mundial. Acabou a epopeia grega de Fernando Santos, que levou os helénicos até onde nunca tinham antes chegado.

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