A Rússia está nos quartos-de-final do Mundial 2018. Os russos precisaram dos penálties para vencer por 4-2, depois de 1-1 nos 120 minutos. Os dois golos foram apontados no primeiro tempo, primeiro por Sergei Ignashevich na própria baliza, depois por Dzyuba, de grande penalidade. A Rússia, junta-se a Uruguai e França, que já estão nos 'quartos'. Na próxima fase, a seleção da casa defronta o vencedor do Croácia - Dinamarca.

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A Espanha, que 'fugiu' do lado dos 'tubarões', ao garantir o primeiro lugar do Grupo B (se fosse segundo e passasse dos oitavos-de-final, podia apanhar Brasil, México, França), tentava fugir a maldição dos candidatos, que já 'mandou' para casa Portugal, Alemanha e Argentina. Mas para isso era preciso convencer a crítica, com uma exibição muito melhor das três da primeira fase, em que empatou 3-3 com Portugal, venceu o Irão por 1-0 com um autogolo e empatou 2-2 com Marrocos, salvando-se da derrota no último minuto, com ajuda do vídeo-árbitro.

Fernando Hierro, selecionador que assumiu a equipa com a saída de Lopetegui, optou por dar a titularidade a Nacho e Asensio, deixando Iniesta e Carvajal no banco. E entraram bem os espanhóis, que colocaram-se em vantagem logo aos 12 minutos, numa infelicidade de Sergei Ignashevich. Após livre lateral, o central disputou a bola com Sergio Ramos mas acabou por desviar a bola para a própria baliza. Sem fazer qualquer remate, a Espanha estava em vantagem. Era o 10.º autogolo deste Mundial. Um recorde.

Este jogo muito dificilmente poderia ter outra história em termos de desenvolvimento no relvado: Espanha com bola, a tentar penetrar na bem organizada e recuada defensiva russa, que jogava a ter os dez jogadores de campo atrás da linha da bola. Sem espaços, era preciso romper a barreira dos homens da casa, que se organizavam num 3-4-2-1. A ideia dos russos era claro: sair em contra-ataque ou então tentar bolas longas para o gigante Dzyuba, que tentava ganhar a Piquè e Sergio Ramos.

Apesar de ter mais de 70 por cento de posse de bola, apenas Isco tentava dar um safanão no jogo. Asensio e David Silva tinham pouca mobilidade e, com bola, raramente faziam algo diferente a não ser passes para trás ou para o lado.

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Os russos, que tinham feito dois remates contra zero dos espanhóis, foram bafejados pela sorte aos 40 minutos. Num canto para a área espanhola, Piquè saltou de braços abertos e fez um corte, de forma involuntária. O árbitro holandês Bjorn Kuipers marcou penálti que Dzyuba converteu com sucesso. Terceiro golo do gigante russo, o 20.º penálti convertido neste Mundial 2018, dos 26 que foram assinalados.

Só aos 45 minutos a Espanha voltaria a criar perigo por Diego Costa. Lançado por Nacho, o avançado rematou esforço, perante a saída de Akinfeev. A bola passou a frente da baliza e foi ter com Isco no outro lado.

No segundo tempo só Isco tentava derrubar o muro russo. O criativo do Real Madrid ia espalhando magia no relvado do Estádio Luzhniki mas era pouco. Asensio e David Silva não ajudavam, pelo que Hierro teve de lançar Iniesta e Aspas nos lugares de Silva e Diego Costa. Perdia uma referência na área mas ganhava mobilidade na frente. Daniel Carvajal também entrou para o posto de Nacho, numa tentativa de dar mais profundidade no corredor direito. Do lado russo, o técnico Stanislav Cherchesov, que já tinha trocado Yuri Zhirkov por Vladimir Granat ao intervalo, meteu Cheryshev e Smolov em campo, nos lugares de Dzyuba e Samedov.

Com o jogo a caminhar para o prolongamento, só aos 86 minutos se viu um lance de verdadeiro perigo, numa triangulação atacante dos espanhóis. Alba centrou, Aspas assistiu Iniesta de peito para um remate travado com dificuldades pelo guarda-redes russo.

No prolongamento os dois técnicos aproveitaram para fazer história em jogo de seleções com uma quarta substituição (passou a ser permitida pela FIFPro mas só no prolongamento), com Aleksandr Yerokhin e Rodrigo a entrar na Rússia e Espanha, respetivamente. Nos 30 minutos extra, Kudryashov e Ignashevich evitaram o golo de Aspas aos 92. Aos 110, foi Rodrigo a protagonizar a derradeira jogada de perigo, num arrancada pela direita, mas o remate foi travado por Akinfeev. Na recarga, Aspas rematou para a baliza mas Ignashevich cortou em cima da linha de golo.

Nas grandes penalidades, Koke e Iago Aspas (Sergio Ramos e Iniesta marcaram) falharam para a Espanha. Os quatro russos que marcaram, converteram os remates: Fedor Smolov, Sergei Ignashevich, Aleksandr Golovin e Denis Cheryshev. Destaque para Akinfeev: o guarda-redes russo esteve em destaque nos 120 minutos e, nas grandes penalidades, defendeu dois remates, ao contrário de De Gea que não conseguiu parar nenhum.

Tal como aconteceu no Mundial 2002, a Espanha volta a cair nas grandes penalidades perante a seleção da casa. Os russos vã defrontar o vencedor do Croácia - Dinamarca. França e Uruguai também já estão nos 'quartos'.

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