O espírito de grupo e a união da seleção portuguesa de sub-19 foram o «segredo» para o triunfo no Campeonato do Mundo de 1989, segundo contaram à agência Lusa os antigos futebolistas Jorge Couto e Bizarro.

«Tínhamos uma equipa com jogadores com qualidade e uma equipa de trabalho, de espírito de grupo e de solidariedade dentro de campo. A equipa superava-se na altura das adversidades, das fases difíceis dos jogos. Uma entreajuda e uma solidariedade muito grandes, associada à qualidade de cada um», explicou Jorge Couto.

Uma ideia corroborada pelo “dono” da baliza da equipa das “quinas” que conquistou o primeiro cetro mundial na categoria, reconhecendo que foi “o coletivo que fez a grande diferença” e elegendo o primeiro golo da final, frente à Nigéria, como um dos momentos mais marcantes.

«Quando se fala no Mundial de 1989 lembro-me logo do golo do Abel (Silva) na final. Além de ter sido o primeiro da final, é daqueles golos que nunca mais se esquecem na vida. Depois daquele golo, o pensamento foi: agora já ninguém nos tira, e ainda faltavam 50 minutos de jogo», frisou à Lusa Bizarro.

O antigo extremo de FC Porto e Boavista admitiu que «os golos ficam sempre na retina», mas não esquece “o momento de o ‘capitão’ (Tozé) levantar a taça”, apesar de os festejos terem começado antes de o jogo acabar.

«Lembro-me de, depois de termos marcado o 2-0 e com o restante tempo ainda a decorrer, o Morgado, que era o nosso lateral esquerdo, ter-me perguntado, em tom de brincadeira, então qual é a sensação de seres campeão do Mundo», contou Jorge Couto, precisamente o autor do segundo tento da final.

Tanto o antigo extremo como Bizarro evitaram comparar a sua geração com a que venceu o Mundial de 1991, preferindo destacar que «ambas tinham bons jogadores”, apesar de o antigo guarda-redes reiterar que “a de 1989 tinha, sem dúvida, um conjunto melhor».

Antevendo a nona participação lusa na fase final de um Campeonato do Mundo de sub-20, Jorge Couto identifica «qualidade» no conjunto comandado por Edgar Borges, enquanto Bizarro reconhece a dificuldade de comparar a atual seleção lusa com a sua geração.

«Neste momento, se compararmos os jogadores atuais com os jogadores de 1989, estão todos em grandes clubes, todos com uma formação muito diferente, muito mais evoluída e nós, na nossa altura, não tínhamos isso (…) era muito difícil apostar em jovens de 19 ou 20 anos na I Liga», recordou.

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