Um mensagem de inclusão e união, que teve o ator Morgan Freeman como uma das figuras principais, marcou hoje a abertura do Mundial2022 de futebol, envolto em várias polémicas, que o discurso do Emir do Qatar procurou contrariar.

“Pessoas de diferentes raças, nacionalidades e orientações são todas bem-vindas ao Qatar, para viver estes momentos excitantes. Que bonito é ter as pessoas juntas e não dividas por forma celebrar a diversidade”, afirmou Tamim bin Hamad al-Tani, no discurso que marcou o encerramento da cerimónia, com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, sentado do seu lado esquerdo.

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Depois de em setembro ter prometido perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas um Mundial “sem discriminações”, o Emir afirmou hoje que “chegou o dia mais esperado” e acrescentou: “A partir de hoje e durante 28 dias vamos mostrar ao mundo a união em torno do futebol”.

“Trabalhamos para fazer deste um dos maiores torneios da história, fizemos todos os esforços e investimentos em prol da humanidade”, garantiu Tamim bin Hamad al-Tani, pouco antes de o ator Morgan Freeman ter enaltecido o poder de união do futebol.

Freeman, que no início da cerimónia protagonizou um diálogo de apelo à inclusão com Ghanim al Muftah, um conhecido ativista do Qatar que sofre de síndrome de regressão caudal, lembrou que “o futebol une as nações e junta o mundo”.

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Após a projeção de imagens que tentaram mostrar que o pequeno país que acolhe a 22.ª edição do Mundial tem tradição na modalidade, conhecido ator norte-americano afirmou: “Todos nós temos uma história de futebol, e esta terra tem uma história muito própria”.

Depois de várias recusas de artistas de renome internacional em participar na cerimónia, a animação musical do espetáculo de cor e luz ficou a cargo de Fahad Al Kubaisi, uma cantor e ativista dos direitos humanos no Qatar.

No estádio Al Bayt, em Al Khor, que será palco do jogo inaugural entre Qatar e Equador, para o Grupo A, que dará o pontapé de saída para a prova, houve ainda tempo para uma homenagem aos voluntários do Mundial mais polémico da história.

Fora da cerimónia, que durou cerca de 30 minutos, ficaram as polémicas que têm motivado as críticas de várias organizações governamentais e mesmo de alguns dos intervenientes no evento, entre os quais a corrupção, a exploração laboral e o desrespeito pelos direitos das pessoas LGBTQIA+.

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