O selecionador dos Países Baixos, Louis van Gaal, defendeu hoje que os adeptos “têm razão” se decidirem boicotar o Mundial2022 de futebol, em protesto contra as violações dos direitos humanos no Qatar, anfitrião da fase final do torneio.

“Penso que têm razão se o fizerem, porque têm as suas convicções e, se o fizerem, isso não constituirá um problema”, observou Louis van Gaal, de 71 anos, o mais velho dos selecionadores presentes no Mundial2022, que se disputa entre 20 de novembro e 18 de dezembro e conta com a participação de Portugal.

O treinador neerlandês foi um dos críticos da atribuição da organização do Campeonato do Mundo ao Qatar, qualificando-a de “ridícula” e acusando a FIFA de agir, única e exclusivamente, com base em “motivações financeiras e de comerciais”.

“Mas esperamos jogar de maneira tão fantástica até ao fim do torneio que, quando disputarmos a final, eles [adeptos] estejam presentes, para verem o quanto nós somos bons”, brincou o técnico dos Países Baixos.

Várias federações nacionais têm criticado a violação dos direitos humanos no Qatar, designadamente, as más condições de vida dos trabalhadores migrantes que construíram as infraestruturas do Mundial2022, entre as quais os estádios onde se disputarão os jogos.

Uma delegação daqueles trabalhadores deve ser recebida na quinta-feira no centro de estágio dos Países Baixos, que se junta às denúncias de violações dos direitos humanos no Qatar aos Estados Unidos, Dinamarca, Austrália e, mais recentemente, França, campeã em título.

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