A Dinamarca está a pensar em abandonar a FIFA, na sequência da polémica sobre o uso de braçadeiras '#OneLove', de apoio aos direitos LGBTQ+, proibidas no Mundial do Qatar.

Jakub Jensen e Jesper Möller, CEO e do presidente da federação dinamarquesa de futebol, respetivamente, querem levar o assunto para ser discutido junto da UEFA e esperam convencer outras federações nórdicas a seguir o mesmo caminho.

"Não é uma decisão tomada agora. Temos estado a discutir o assunto na região nórdica desde agosto. Voltámos a pensar nisto agora e imagino que pode ser um desafio se a Dinamarca avançar sozinha. Temos de pensar na questão de restaurar a confiança na FIFA. Devemos avaliar o que aconteceu e criar uma estratégia, também com os nossos colegas nórdicos", disse Jesper Möller.

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Para já, a Dinamarca garante que não vai apoiar a reeleição de Giani Infantino como dirigente máximo do organismo que rege o futebol mundial.

"Haverá eleições presidenciais. A FIFA congrega 211 países e acredito que o atual presidente tem o apoio de 207. A Dinamarca não estará entre eles. Não vamos lá estar", garantiu Jesper Möller.

A posição da Dinamarca surge após a FIFA ameaçar com sanções desportivas as seleções que entrassem em campo com a braçadeira '#OneLove'. Sete seleções europeias  - Inglaterra, País de Gales, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Países Baixos e Suíça - planeavam usá-la mas acabaram por pedir aos seus capitães que não o fizessem, face à possibilidade de serem penalizados.

A Dinamarca empatou 0-0 com Marrocos, na primeira ronda do Mundial2022. Helle Thorning-Schmidt, antiga primeira-ministra da Dinamarca, assistiu ao jogo nas bancadas do Education City Stadium envergando as as cores arco-íris, alusivas ao movimento LGBTQ+.

A FIFA já tinha a Dinamarca de treinar com camisolas com a mensagem "direitos humanos para todos" antes da primeira ronda da prova.

A Dinamarca, que tem tido um papel ativo na defesa dos trabalhadores migrantes no emirado e nos direitos LGBTQI+, pretendia divulgar a mensagem nas camisolas como forma de protesto contra o Qatar e o seu historial em matéria de direitos humanos.

A seleção dinamarquesa pretendia ainda apresentar-se com um equipamento principal diferente do habitual e um alternativo preto, para homenagear aqueles que morreram ou ficaram feridos na construção de estádios, rede de metro, estradas e hotéis em Doha, mas a FIFA também não deixou.

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