Portugal conseguiu em 2006, quatro décadas depois, repetir a presença nas meias-finais de um Mundial de futebol, fase em que voltou a cair perante uma França já ‘carrasca’ nas ‘meias’ dos Europeus de 1984 e 2000.

Na Alemanha, a formação das ‘quinas’ foi eleita pela FIFA a que mais entreteve, numa competição em que não realizou, porém, exibições de grande exuberância estética, nem teve grandes destaques individuais, valendo sobretudo pelo coletivo.

Dois anos após a amarga derrota na final do Euro2004, em casa, perante a Grécia (0-1), os comandados do brasileiro Luiz Felipe Scolari só ficaram atrás dos ‘monstros’ Itália, França e Alemanha e eliminaram, como dois anos antes, Inglaterra e Países Baixos.

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Sete golos, menos dois do que os apontados a ‘solo’ por Eusébio no ‘bronze’ de 1966, chegaram para o quarto posto, num trajeto que terminou com duas derrotas, perante França (0-1), nas ‘meias’, e a anfitriã Alemanha (1-3), no jogo de ‘consolação’.

Para a história, ficou, ainda assim, uma grande proeza, uma prestação para recordar, sobretudo face aos ‘épicos’ encontros com os neerlandeses, a ‘batalha de Nuremberga’, e a Inglaterra, que, dois anos depois, Ricardo voltou a eliminar nos penáltis.

O coletivo foi a grande arma da formação lusa, na qual rarearam os momentos de génio de Figo, em despedida, e Cristiano Ronaldo, em estreia, bem como os golos de Pauleta, que só faturou na estreia, face à ex-colónia Angola (1-0).

Os grandes golos de Maniche (dois) e Deco (um) e, sobretudo, a notável exibição de Ricardo como a Inglaterra, ao deter três pontapés na ‘lotaria’, recorde dos Mundiais, foram, juntamente com a surpresa Fernando Meira, o mais da grande campanha lusa.

Em termos numéricos, foram quatro vitórias consecutivas (1-0 a Angola, 2-0 ao Irão e 2-1 ao México, na primeira fase, e 1-0 aos Países Baixos, nos oitavos de final), seguidas por um empate com sabor a triunfo (0-0 após prolongamento e 3-1 na ‘lotaria’, com Inglaterra, nos ‘quartos’) e duas derrotas a terminar.

O ‘nulo’ com os ingleses deixou em 11 o número de triunfos consecutivos de Scolari em Mundiais, após os sete com o Brasil em 2002, rumo ao cetro, e o desaire com os gauleses colocou um ponto final em 19 jogos sem perder da equipa lusa.

A formação das ‘quinas’, que garantiu os ‘oitavos’ logo ao segundo jogo da primeira fase, superando desde logo as ‘trágicas’ presenças de 1986 e 2002, já chegou à Alemanha embalada, após uma qualificação sem mácula - nove vitórias e três empates.

Um grande pragmatismo, um ‘onze’ coeso e imutável e Cristiano Ronaldo (sete golos e seis assistências) foram a chave do apuramento, num grupo acessível, com Eslováquia, Rússia, Estónia, Letónia, Liechtenstein e Luxemburgo.

Tirando um espaço de cinco dias em que Portugal passou do péssimo (2-2 no Liechtenstein, após estar a vencer por 2-0) ao excelente (7-1 à Rússia), o percurso foi regular, com apenas mais dois empates cedidos: 1-1 em Bratislava e 0-0 em Moscovo.

Portugal, com o regressado Figo na segunda metade, cumpriu a segunda qualificação consecutiva sem derrotas (após a do Mundial de 2002) e, como em 1966, garantiu o apuramento a uma ronda do final (2-1 ao Liechtenstein, em Aveiro).

As facilidades têm, porém, muito a ver com Cristiano Ronaldo, então no Manchester United, que tratou do assunto sozinho em várias situações, merecendo também destaque os 11 tentos de Pauleta, que ultrapassou o recorde de Eusébio (41) no derradeiro jogo de qualificação, já só para cumprir calendário.

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