Em entrevista ao 'Het Laatste Nieuws', Kevin De Bruyne admitiu que pode sair do Manchester City caso o clube não consiga resolver o problema do fair-play financeiro com a UEFA.

"O clube disse-nos que ia recorrer da decisão e eles estão cem por cento convencidos de que têm razão. Tenho confiança no meu clube: se o que eles dizem é verdade, então só tenho de confiar. Vou esperar e ver o que acontece. Quando houver uma decisão final vou ver", referiu o belga, acrescentando que dois anos sem participar na Liga dos Campeões é demasiado tempo.

Recorde-se que a UEFA considerou o Manchester City culpado de “violações graves” das regras de monitoramento financeiro, de prestar testemunhos falsos sobre rendimentos de patrocinadores e de não cooperar com uma investigação iniciada há quase um ano.

A investigação arrancou de forma oficial em março de 2019 e teve por base uma série de documentos publicados pelo Football Leaks, por parte do português Rui Pinto, entretanto detido em Portugal e a aguardar julgamento, divulgados pela revista alemã Der Spiegel em novembro de 2018.

Entre os documentos e correspondência eletrónica estavam provas de como o dono dos ‘citizens’, Mansour Bin Zayed Al Nahyan, da família no poder em Abu Dhabi, financiava grande parte do acordo anual de patrocínio com a companhia aérea Etihad.

Segundo um dos ‘e-mails’, apenas oito milhões viriam diretamente da Etihad na temporada de 2015/16, uma das abrangidas pela investigação, com o resto a chegar do Abu Dhabi United Group, a empresa que detém o City, o que constitui uma forma de 'fugir' às regras implementadas sobre o máximo que um dono pode investir na equipa, camuflando-as de receitas com patrocínios.

As leis de ‘fair-play’ financeiro foram introduzidas pela UEFA em 2011 para restringir os gastos com salários de jogadores e a quantidade de dinheiro que os donos dos clubes europeus podem investir para esconder as despesas e gastos, impedindo os emblemas de registar despesas demasiado elevadas para as receitas que registarem.

O clube está excluído de jogar nas provas da UEFA nas próximas duas temporadas e a punição não afeta a atual campanha da Manchester City na Liga dos Campeões, em que a equipa inglesa defronta hoje o Real Madrid, em Espanha, na primeira mão dos oitavos de final.

Este é o segundo processo de 'fair-play' financeiro a envolver os bicampeões ingleses, que em 2014 foram multados em 60 milhões de euros.

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