Os 20 clubes da primeira liga inglesa de futebol desembolsaram 1.600 milhões de libras (quase dois mil milhões de euros) em salários na época 2010-2011, informa um estudo publicado hoje pela Deloitte, empresa de consultoria.
O valor, equivalente a metade da quinta tranche, ainda em avaliação, do empréstimo a Portugal da União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu, representa um aumento de 14 por cento (241 milhões de euros) no comparativo com 2009-2010.
Nas mesmas contas, os 20 clubes registaram mais de 2.700 milhões de euros de receitas, números que, em período de crise económica e financeira na Europa, representam uma subida de 12 por cento em relação à época anterior da de este estudo.
O Chelsea, do magnata russo Abram Ibramovich, foi o clube que mais gastou em salários, quase 230 milhões de euros (cerca de 19 milhões por mês).
O Manchester City, o novo campeão inglês, investiu em salários na época anterior um valor que representou 114 por cento das receitas, enquanto o “vizinho” United fez uma gestão orçamental que canalizou apenas 46 por cento dos ganhos para salários.
Segundo o responsável pelo estudo da Delloite, Dan Jones, os salários dos jogadores passaram a representar 70 por cento dos proveitos, quando, «o mesmo valor se manteve nos 60 por cento durante a última década».
Precisamente devido à crise, a venda de bilhetes não aumentou nos últimos anos, enquanto as verbas arrecadadas por intermédio dos direitos televisivos registarão «um crescimento limitado nos próximos anos».
Apesar dos valores em causa, sobretudo os relativos a salários, os 20 clubes da primeira liga reduziram a sua dívida em 420 milhões de euros, com a verba total a cifrar-se nas contas finais de 2010-2011 em 2.400 milhões.

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