Em 2011, Cesc Fàbregas entendeu que era altura de deixar Londres e procurar uma nova vida. O espanhol era um jovem médio de classe mundial, a comandar uma jovem equipa do Arsenal que praticava um futebol bonito mas teimava em não ganhar títulos.

Nesse ano, o catalão pediu a Arsène Wenger, na época treinador dos 'gunners', para sair. O Barcelona haveria de ser o seu destino. Os motivos da saída foram explicadas, numa entrevista ao 'ArsenalBlog'.

"Jogávamos um futebol bonito, gostava dessa parte. Mas era capitão e metia imensa pressão em cima de mim. Aquela equipa tinha de ganhar alguma coisa, e eu dei tudo por isso. Sempre que perdíamos, chegava a casa e chorava, mas ia no autocarro e via alguns dos meus colegas no autocarro, a rir e a combinar onde iam sair à noite. Chegou a uma altura em que me sentia só neste sentimento de ganhar", revelou.

Esse sentimento intensificou-se nos últimos três dos oito anos de Fàbregas no Arsenal.

"Se não fossem as atitudes de alguns colegas, especialmente nos últimos dois ou três anos, teria ficado no Arsenal. Apenas o Van Persie e o Nasri estavam ao meu nível em termos mentais e técnicos. Não é arrogância, era mesmo isso que sentia", contou, o agora jogador do Mónaco.

Mas a tentativa de deixar o Arsenal já vinha da época anterior. Em 2010, o médio pediu a Wenger que o deixasse sair mas o técnico francês mostrou-se irredutível. "Nem pensar".

"Pedi ao Arsène [Wenger] para sair depois do Mundial2020. Estava muito determinado, ele disse-me, 'nem pensar'. Comecei a forçar um pouco, para ser honesto. Fui falar com ele no escritório, fui ter à casa dele. Mas chegamos a uma espécie de entendimento em que, se as coisas não mudassem nessa época, ele ia pensar no assunto. Assim que perdemos a Liga, penso que foi após uma derrota com o Bolton, esse foi o meu último jogo pelo Arsenal. Nesse dia desisti, infelizmente. Estava mentalmente saturado, pensava que não podia continuar assim. 'Preciso de um novo estímulo'. Precisava de de estar cercado de pessoas que vivessem o futebol, que dessem tudo [em campo] como eu estava habituado a dar. Então em 2011, disse, 'basta' e forcei [a minha saída", finalizou.

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