O Nottingham Forest, treinado pelo português Nuno Espírito Santo, falhou hoje a aproximação ao Arsenal na vice-liderança da Liga inglesa de futebol, ao ser derrotado na visita ao Aston Villa (2-1), na 31.ª jornada.

Quatro dias antes de receberem o recém-tetracampeão francês Paris Saint-Germain, na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, os ‘villans’ impuseram-se com golos madrugadores de Morgan Rogers (minuto 13) e do neerlandês Donyell Malen (15).

O avançado português Jota Silva foi lançado ao intervalo por Espírito Santo, eleito melhor treinador de março da Premier League, e ainda reduziu (57 minutos), mas sem conseguir impedir o fim de um ciclo de três vitórias e quatro encontros sem perder dos ‘tricky trees’.

O Aston Villa ampliou a melhor sequência de resultados da época, agora com sete êxitos seguidos, e entrou de forma provisória em zona de acesso às competições europeias, ao alcançar provisoriamente os 51 pontos do tetracampeão inglês Manchester City, quinto classificado, que visita no domingo o rival citadino Manchester United, de Ruben Amorim.

De regresso aos desaires cinco rondas depois, o Forest encerra o pódio, com 57 pontos, contra 62 do Arsenal, que abriu a jornada com um empate no terreno do Everton (1-1), colocando-se a 11 do Liverpool, na véspera da visita do líder ao Fulham, de Marco Silva.

Os ‘gunners’, que receberão na terça-feira o campeão europeu e espanhol Real Madrid, nos ‘quartos’ da Liga dos Campeões, ainda se adiantaram pelo belga Leandro Trossard (minuto 34), mas os ‘toffees’, com os portugueses João Virgínia e Chermiti no banco e o luso-guineense Beto a titular, responderam num penálti do senegalês Iliman Ndiaye (49).

Fora da zona europeia continua o Brighton, que perdeu fora com o Crystal Palace (2-1), graças aos golos do francês Jean-Philippe Mateta (três minutos) e do colombiano Daniel Muñoz (55), por entre outro de Danny Welbeck (31), num confronto com três expulsões.

Eddie Nketiah (78 minutos) e o capitão Marc Guéhi (90+1) deixaram os londrinos com 10 unidades, sendo expulsos por acumulação de cartões amarelos, tal como aconteceu com o neerlandês Jan Paul van Hecke (90+6) do lado dos ‘seagulls’, oitavos, com 47 pontos.

O Crystal Palace subiu a 11.º, com 43 (menos um desafio), dois abaixo do Bournemouth, nono, que empatou no terreno do West Ham (2-2), 15.º, com 35, e já não triunfa há seis jornadas, vendo um ‘bis’ do brasileiro Evanilson (38 e 79 minutos), ex-avançado do FC Porto, a intercalar as finalizações do alemão Niclas Füllkrug (61) e de Jarrod Bowen (68).

Apesar de ter Vítor Pereira na bancada, a cumprir suspensão, no dia em que completou 600 jogos na carreira de técnico principal, o Wolverhampton deu mais um passo rumo à manutenção, ao triunfar em Ipswich (2-1), fazendo a reviravolta já nos 20 minutos finais.

O espanhol Pablo Sarabia (72 minutos), ex-avançado do Sporting, e o norueguês Jorgen Strand Larsen (84), com o quarto golo nas últimas três partidas, inverteram o tento de Liam Delap (16) para os anfitriões, agora a 12 pontos da salvação, com 21 por disputar.

O Ipswich prossegue em zona de descida, no 18.º e antepenúltimo lugar, com 20 pontos, contra 32 do Wolverhampton, 17.º, que utilizou José Sá, o capitão Nélson Semedo e Toti Gomes de início e Rodrigo Gomes como suplente - Carlos Forbs e Gonçalo Guedes não foram lançados por Vítor Pereira, que ganhou metade dos 18 duelos feitos em Inglaterra.

O triunfo dos ‘wolves’ pode contribuir para a descida do lanterna-vermelha Southampton, desde que o conjunto de Mateus Fernandes perca no domingo no terreno do Tottenham, 16.º, numa fase em que tem apenas 10 pontos e tenta evitar o estatuto de pior equipa da história da Premier Largue, pertencente ao Derby County, que só somou 11 em 2007/08.

Um empate não definirá ainda a situação do Southampton, que, nesse caso, ficaria a 21 pontos do Wolverhampton, os mesmos que faltarão disputar nas derradeiras sete rondas, com o primeiro critério de desempate a ser a diferença entre tentos marcados e sofridos.