A Premier League 2020/2021 arranca este sábado e o destaque da ronda inaugural vai para o embate entre o Liverpool, campeão em título, e o recém-promovido Leeds United, que garantiu o regresso ao escalão principal do futebol inglês ao fim de quase duas décadas depois de conquistar o 'Championship'.

Quanto às equipas orientadas por treinadores portugueses, o Tottenham de José Mourinho vai entrar em cena com uma receção ao Everton, onde atua André Gomes, enquanto o Wolverhampton de Nuno Espírito Santo abre com uma visita ao Sheffield United.

O arranque da prova está marcado para 12 de setembro, mas dois jogos só serão disputados mais tarde, em virtude da participação até mais tarde de Manchester United e Manchester City nas competições europeias de clubes.

O calendário da primeira jornada da Premier League 20/21

Sábado:

12h30: Fulham-Arsenal

15h00: Crystal Palace-Southampton 

17h30: Liverpool-Leeds United 

20h00: West Ham United-Newcastle United 

Domingo: 

14h00: West Bromwich Albion-Leicester City 

16h30: Tottenham-Everton

Segunda-feira:

18h00: Sheffield United-Wolverhampton

20h15: Brighton-Chelsea 

Burnley-Manchester United (mais tarde)

Manchester City v Aston Villa (mais tarde)

Um possível quarteto fantástico

Esta temporada, Liverpool e Manchester City continuam a ser os alvos a abater depois de um domínio total nas últimas três épocas na Premier League, mas um rejuvenescido Manchester United e um Chelsea gastador podem intrometer-se na luta pelo título e tornar a corrida pelo título numa luta a quatro. Conheça o quarteto que aponta à festa em maio do próximo ano.

Liverpool

Depois do primeiro título em 30 anos, o desafio do Liverpool mudou radicalmente. O clube libertou-se das amarras da história, mas agora tem de garantir que a época de 2020/2021 não se torna num enorme anti-climax.

A falta de sangue novo pelo segundo ano consecutivo é um risco para os homens de Jurgen Klopp, que somaram 196 pontos nas últimas duas épocas.

O defesa esquerdo Kostas Tsimikas é o único reforço da equipa até agora, como 'plano b' para Andy Robertson.

A quebra financeira causada pela pandemia fez com que a chegada de Timo Werner nunca se concretizasse, com o germânico a rumar ao Chelsea e a deixar o Liverpool com poucas alternativas ao trio de ataque Roberto Firmino, Mohamed Salah e Sadio mane.

Contudo, antes de uma época que vai oferecer pouco tempo para respirar, Klopp teve mais tempo para preparar o plantel, uma vez que os seus principais rivais estiveram envolvidos em competições europeias em agosto.

Manchester City

O City não vai contar com Lionel Messi para lutar com o Liverpool pelo título depois do argentino ter optado por ficar em Barcelona, mas é na outra ponta do campo que os homens de Pep Guardiola precisam de melhorar para recuperarem de uma campanha desapontante.

Apesar de terem marcado mais 17 golos que o Liverpool, os ex-campeões terminaram a 18 pontos, no 2.º lugar na última época.

Um acrescento já foi feito à defesa com a chegada de Nathan Ake, do Bournemouth, por 40 milhões de libras (quase 44 milhões de euros), que chega para ocupar os lugares de central e defesa esquerdo.

Um importante central é esperado no Etihad antes do fecho da janela em outubro, com Kalidou Koulibaly, do Nápoles, no topo da lista.

O internacional espanhol Ferran Torres chegou para substituir Leroy Sane no impressionante elenco atacante, enquanto que a partida de David Silva abre a porta para Phil Foden, de 20 anos, continuar com as boas exibições que mostrou na reta final da última época.

O City pode distrair-se com o desejo de por fim conquistar a Liga dos Campeões, naquele que pode ser o último ano de Guardiola no clube. O catalão está a entrar no último ano de contrato e tem sido criticado por não conseguir levar o City para lá dos quartos de final da principal competição do futebol europeu nos últimos quatro anos.

Manchester United

O Manchester United saltou para o terceiro lugar na segunda metade da última época, depois de 14 jogos sem perder na Premier League, depois da contratação de Bruno Fernandes em janeiro.

Um trio atacante em crescendo com Marcus Rashford, Anthony Martial e Mason Greenwood e maior profundidade no meio-campo com a contratação de Donny van de Beek dão ao United maior esperança em não ficarem na sombra dos dois grandes rivais Liverpool e Manchester City por muito mais tempo.

Contudo, a forma como os homens de Ole Gunnar Solskjaer terminaram a época a meio de agosto, fisicamente exaustos depois de uma derrota na meia-final da Liga Europa, frente ao Sevilha, levanta dúvidas se a equipa será capaz de manter uma luta pelo título num calendário cheio nos próximos nove meses.

Uma ambiciosa tentativa por garantir Jadon Sancho do Borussia Dortmund ficou congelada, deixando Solskjaer com poucas opções para além do seu trio preferido, enquanto a defesa continua com poucas opções.

Chelsea

De longe os que mais gastaram na Europa nesta janela de transferências, os Blues largaram mais de 219 milhões de euros em Werner, Kai Kavertz, Hakim Ziyech e Ben Chilwell e melhoraram a defesa com a contratação do ex-PSG e capitão do Brasil Thiago Silva a custo zero.

Ainda mais pode estar para vir, com Edouard Mendy, do Rennes, no topo da lista do Chelsea por um novo guarda-redes.

Frank Lampard garantiu o seu principal objetivo de garantir um lugar na Liga dos Campeões na sua primeira época, apesar da interdição na realização de transferências e da perda de Eden Hazard para o Real Madrid.

Mas as expetativas no antigo internacional inglês serão maiores esta época com o dono do clube, Roman Abramovich, a querer ver resultado depois de tamanho investimento.

Lampard não pode esperar que os talentos de Werner, Havertz e Ziyech demorem a ajustar-se à Premier League. Contudo, e mais importante, tem de encontrar o balanço certo para melhorar uma defesa que concedeu 54 golos na última época, mais do que qualquer outra equipa na metade superior da tabela.

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