A um dia do arranque da Liga 2018/2019, os três grandes fazem os últimos ajustes no plantel e afinam as estratégias para começar a corrida pelo título de campeão nacional. O primeiro a entrar em campo é o Benfica, com o Vitória de Guimarães, segue-se o FC Porto frente ao Chaves e, por último, o Sporting em Moreira de Cónegos.

Saiba tudo sobre o início da Primeira Liga

Mas, embora o campeonato esteja prestes a comelar, o mercado de transferência não fecha para já. A três semanas do fecho da janela, os três grandes sofreram várias alterações, muitas saídas, muitas entradas e uns quantos regressos. Mas quem se reforçou melhor?

O plantel

Até agora, a equipa que mais apostou no reforço do plantel, e talvez com o objetivo de fazer um 'assalto' ao título, foi o Benfica.

Os 'encarnados' fizeram até ao momento as seguintes contratações: Odysseas Vlachodimos (Panathinaikos), Tyronne ebuehi (Den Haag), Nicolás Castillo (Pumas), Germán Conti (Colón), Facundo Ferreyra (Shakthar Donestk), Alfa Semedo (Moreirense) e Cristian Lema (Belgrano). Com estas entradas no plantel do Benfica, as 'águias' gastaram cerca de 15 milhões de euros.

No entanto, o clube da Luz não foi o que mais gastou neste mercado. O FC Porto dispendeu 19 milhões de euros pelas contratações de João Pedro (Bahia), Saidy (Saint-Étienne), Ewerton (Portimonense), Marius (Cotonsport), Chancel Mbemba (Newcastle) e Éder Militão (São Paulo).

Já o Sporting ficou-se pelos 14 milhões de euros pelas entradas de Marcelo (Rio Ave), Bruno Gaspar (Fiorentina), Raphinha (Vitória de Guimarães), Emiliano Viviano (Sampdoria), Nani (Valência), Bruno Fernandes, Bas Dost e Battaglia.

Saídas

Em relação às saídas, os dois últimos clubes foram os mais afetados. O Sporting sofreu com a rescisão de nove jogadores depois dos ataques à Academia de Alcochete. Perdeu o guarda-redes Rui Patrício para o Wolverhampton, bem como Daniel Podence (Olympiacos), William Carvalho (Betis), Gelson Martins (Atlético de Madrid), Rúben Ribeiro e Rafael Leão - que continuam sem clube. Fábio Coentrão (Real Madrid), Bryan Ruiz (Santos), Heldon (Al-Taawon), Slavchev (Qarabag) e Jonathan Silva (Leganés) também deixaram o emblema leonino.

Já o campeão nacional viu sair Ricardo Pereira (Leicester), Diogo Dalot (Manchester United), Marcano (Roma), Diego Reyes (sem clube), Boly (Wolverhampton), Suk (Troyes), Ivo Rodrigues (Antuérpia), André André (Vitória de Guimarães), Layún (Villareal), Paulinho e Gonçalo Paciência (Eintracht Frankfurt).

Enquanto os rivais se vêm a braços com as saídas, o Benfica não registou perdas significativas. Apenas cinco jogadores abandonaram a Luz: Paulo Lopes (fim de carreira), Douglas (fim de empréstimo), Eliseu (fim de contrato), João Carvalho (Nottingham Forest) e João Amaral (Lech Poznan).

Mas, apesar do FC Porto ter sido o clube que mais gastou, foi aquele que mais sofreu com as saídas, e por isso Sérgio Conceição continua desfalcado e a desesperar por reforços. Também José Peseiro admite que a equipa dos 'leões' ainda não está completa, já Rui Vitória tem a equipa pronta para atacar a temporada 2018/2019, embora a lateral esteja a dar algumas dores de cabeça ao treinador dos 'encarnados'. Por isso mesmo, em termos de plantel, o Benfica é a equipa que mais avançada está neste ataque ao título de campeão nacional.

Os treinadores

Além dos jogadores, os 'encarnados' têm outro ponto a ser favor, o treinador Rui Vitória.

O treinador ribatejano vai para a quarta temporada a comandar a equipa das 'águias', depois de ter chegado à Luz na época 2015/2016, proveniente do Vitória de Guimarães. Ao longo destes anos, Rui Vitória consolidou o seu lugar ao serviço das 'águias' e dos 'três grandes' é aquele que mais estabilidade proporciona ao seu plantel. De seguida, surge Sérgio Conceição. Conseguiu levar a equipa ao título de campeã no primeiro ano na Invicta e conseguiu agradar a Pinto da Costa e assinar a renovação. No entanto, continua dois anos atrás de Rui Vitória. Por último, está José Peseiro. Acabado de chegar a Alvalade - embora seja uma casa que já conhece - teve de 'arrumar a casa' e reformular o plantel depois das rescisões. Tem pela frente a tarefa de reconquistar a confiança dos adeptos e de formar um grupo capaz de lutar pelo campeonato. Ao contrário dos dois colegas, chegou numa altura de crise e pouco teve a dizer sobre o plantel.

Por vários motivos, o Sporting é dos 'três grandes' aquele com mais dificuldades e que, como já foi dito várias vezes, parte atrás. Com uma equipa e treinador novos, os 'leões' ainda se estão a adaptar à nova realidade, além de continuarem a lidar com a candidatura à presidência do clube e tudo o que esta envolve.

O FC Porto perdeu algumas das suas figuras e pode, até ao final do mercado, perdeu mais visto que os jogadores portistas têm sido muitos observados e pretendidos por clubes europeus.

Já o Benfica leva a vantagem de ter o mesmo treinador, com quem a equipa já tem uma relação, e de não ter sofrido mexidas flagrantes no plantel e ter sim recebido reforços que podem ajudar a equipa a voltar ao primeiro lugar da liga portuguesa.

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Desporto. Diariamente. No seu email.

Notificações

SAPO Desporto sempre consigo. Vão vir "charters" de notificações.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.