O Secretário de Estado do Desporto e Juventude, João Paulo Rebelo negou, ao jornal 'O Jogo', ter qualquer reserva em relação ao regresso da I Liga, frisando que as declarações publicadas esta terça-feira foram proferidas na passada terça-feira, dia 7, numa altura em que a FPF ainda trabalhava com a DGS e o Governo para o regresso do futebol.

"Na altura, estava-se ainda a trabalhar no regresso do futebol, a Federação com o Governo e com a Direção Geral de Saúde. É natural que fosse cauteloso. Agora não, já há um plano, está tudo aprovado. O contexto é completamente diferente", explicou ao jornal.

Em entrevista ao Jornal Económico, o Secretário de Estado do Desporto e da Juventude, João Paulo Rebelo,  tinha reafirmado que - à data das declarações - não era certo que a Primeira Liga fosse retomada.

"É que a I Liga pode nem sequer retomar e também acontecer uma possibilidade que pode ser ainda mais dramática, do meu ponto de vista, que é retomar a competição e voltar a interrompê-la. Daí que esta possibilidade retoma tenha sido agendada para o final deste mês. Vamos estar em constante monitorização e acompanhamento tendo em conta a capacidade de contágio desta doença. Vai ser preciso um entendimento entre a Federação Portuguesa de Futebol, mais concretamente os especialistas que a FPF envolveu, com os especialistas da Direção-Geral de Saúde que estão a trabalhar para garantir um conjunto de condições que implicam a saúde dos participantes e a saúde pública de uma forma geral", disse à altura da entrevista.

João Paulo Rebelo abordou ainda a decisão do Governo de não permitir a retoma da II Liga, justificando-a com a minimização do risco de propagação da COVID-19.

"(...) Por um lado, e num momento em que queremos minimizar o risco, é evidente que estamos a maximiza-lo o risco se o alargarmos a uma população maior; por outro lado, há uma questão económica mas essa questão não foi ponderada quando se decidiu cancelar a II Liga. Todos sabemos que os clubes têm manifestado, de uma forma geral, as suas dificuldades financeiras por não haver a retoma do campeonato e que isso pode ter impactos financeiros fatais para esses clubes. Por aí, aceita-se o risco existente, por mais baixo que seja", afirmou.

*Artigo corrigido e atualizado às 20h14

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