"É um bom negócio que o presidente fez, uma vez que já tinha renovado com ele por mais um ano, senão saía de graça", disse António Gomes, sócio 3000 do Vitória de Guimarães, à porta do complexo desportivo do clube, numa altura em que a equipa treinava sob a orientação do futuro treinador do Sporting, Paulo Sérgio.

José Ribeiro, sócio 1800, é da mesma opinião: "o clube estava a precisar de um bom encaixe financeiro e o dinheiro que vem aí dá para comprar um bom ponta-de-lança, que é o que a equipa precisa", referiu à agência Lusa.

Os irmãos Pedro e Marco Ferreira, que assistiram ao treino nas bancadas do complexo, não se mostram preocupados com a saída de Paulo Sérgio no final da temporada e destacam, também eles, a mais-valia financeira que a sua saída vai significar para os depauperados cofres vitorianos.

"O Vitória até fica a ganhar - e bastante - se vier o Paulo Bento, porque o Paulo Sérgio, na minha opinião, nem é grande coisa", disse por seu turno Pedro, sócio 27 143.

Marco alinha pela opinião do irmão Pedro e acrescenta o nome de Manuel Machado (técnico do Nacional) como potencial futuro treinador, mas a preferência vai mesmo para o antigo treinador dos "leões".

O nome de Paulo Bento era mesmo quase unânime nas conversas entre os muitos sócios vitorianos.

"Para mim, era o treinador ideal para o Vitória. Não tem medo, é 'pão, pão, queijo, queijo', ferve em pouca água e é disso que precisamos aqui, porque quem se cala é roubado, como agora em Braga", lembrou José Ribeiro, aludindo ainda ao recente e polémico dérbi minhoto.

António Gomes corrobora e acrescenta o passado de Paulo Bento como antigo jogador do Vitória de Guimarães como mais um factor positivo.

De opinião contrária mostrou-se o candidato derrotado nas recentes eleições do Vitória de Guimarães, Manuel Pinto Brasil: "é um tiro no pé, uma grande asneira fazer isto nesta altura do campeonato, quando lutamos por ir à Europa", disse em declarações à rádio Antena 1.

Para o empresário vimaranense, a saída de Paulo Sérgio justifica-se pelo encaixe financeiro que o Vitória precisa "como de pão para a boca", mas contraria o que o presidente Macedo da Silva prometeu durante as eleições: "disse que o Paulo Sérgio era para continuar, que era para o futuro".

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