O Benfica venceu o União da Madeira por 2-0, em jogo a contar para a 24ª jornada, e garantiu a conquista dos três pontos na véspera de visitar o rival Sporting, que deixou nesta ronda dois pontos em Guimarães. Contas feitas, a equipa de Rui Vitória vai a Alvalade com apenas um ponto de diferença do líder do campeonato nacional e sem jogadores condicionados do ponto de vista disciplinar.

André Almeida e Renato Sanches estavam em risco para o dérbi e não saíram do banco de suplentes enquanto que Jardel jogou os noventa minutos e não viu cartão amararelo, o que significa que também estará disponível para jogar em Alvalade.

O golo madrugador de Jonas impediu eventuais crises de ansiedade da equipa do Benfica à imagem do que aconteceu na primeira volta na Choupana. Em vantagem no marcador, o Benfica sentiu-se mais 'à vontade' para dominar o adversário e fazer o 'seu jogo' sem receios. No entanto, o União da Madeira conseguiu resistir, e impedir que o melhor ataque do campeonato fizesse grandes estragos tendo sido necessário ao Benfica recorrer a duas jogadas de bola parada para fazer golo.

Jonas foi determinante ao apontar dois golos e isolar-se na lista dos melhores marcadores da Europa com 26 golos, à frente de nomes como Higuaín, Suárez, Ronaldo, Messi ou Neymar.

O União da Madeira procurou sempre discutir o resultado, mas apenas através de contra-ataque, o que dificultou desde logo a tarefa da equipa de Norton de Matos pois acabou por ser 'presa fácil' nas incursões de terrenos mais avançados.

Júlio César: Voltou a ser imperial, e arrancou muitos aplausos das bancadas com algumas intervenções apertadas. Geriu sempre bem o seu posicionamento quando o adversário procurava o 'contra-golpe'. A saída aos pés de Toni Silva aos 34 minutos mereceu muitos aplausos das bancadas.

Grimaldo: Entrou no onze titular para o lado esquerdo e teve alguns bons apontamentos técnicos nas subidas a acompanhar Gaitán. Arrancou aplausos quando conseguiu manter a posse de bola perante a pressão de três adversários do União da Madeira.

Jardel: Voltou a ser uma referência no eixo da defesa encarnada com o jovem Lindelof. Não teve muito trabalho e conseguiu acabar o jogo sem amarelos, garantindo assim presença no jogo com o Sporting.

Lindelof: O defesa central sueco voltou a ocupar o lugar de Lisandro López e não comprometeu. Sempre atento às movimentações dos adversários, o internacional sueco dá sinais de que está a crescer cada vez mais na Luz. Viu um cartão amarelo aos 78 minutos.

Nélson Semedo: Voltou a ser titular depois de uma longa paragem. O jovem lateral direito do Benfica deu sinais de falta de ritmo e de ainda procurar a velocidade que tanto deu que falar no arranque da temporada. No entanto ainda conseguiu arrancar alguns cruzamentos com perigo, mas que acabaram por não resultar em golo.

Samaris: Foi o patrão do costume no meio-campo do Benfica, fazendo valer-se da sua estrutura física para 'dar corpo' à pressão encarnada na zona intermédia do adversário, mas a falhar alguns passes que poderiam ter comprometido a equipa.

Talisca: Entrou para o lugar de Rúben Semedo, mas foi pouco eficaz nas marcações, e teve bastantes dificuldades na procura de espaço para fazer valer-se do seu poderoso remate de meia distância. Ajudou pouco no ataque para se sacrificar a defender. Perdeu alguns passes desnecessários e teve de ouvir assobios por isso mesmo. Saiu aos 70 minutos para a entrada de Salvio.

Pizzi: Entrou muito bem na primeira parte, e foi dos seus pés que saiu o cruzamento que resultou no primeiro golo do Benfica. Teve uma oportunidade soberana para deixar o seu nome na lista de marcadores, e outra em que a bola 'rasou' o poste esquerdo da baliza adversária. Foi perdendo fulgor ao longo do jogo.

Gaitán: O número 10 do Benfica ainda não está na sua melhor forma e a criatividade da equipa ressente-se disso mesmo. Apesar de ter sempre aqueles apontamentos técnicos de que a bancada gosta, Nico Gaitán sentiu algumas dificuldades para furar a forte muralha madeirense. Ganhou ritmo para o jogo com o Sporting.

Mitroglou: Muito apagado ao longo do jogo. Sem espaço para jogar num 'mar de pernas', o avançado grego parecia atrapalhar-se com tanta gente à sua frente. No segundo golo do Benfica foi dos seus pés que saiu o remate que acabou por dar em golo com o desvio de Jonas.

Jonas: O avançado brasileiro não sabe jogar mal, e mesmo quando o faz fá-lo bem. No jogo com o União da Madeira foi dos seus pés que surgiu o primeiro vislumbre de tranquilidade. O jogo parecia que se podia tornar tortuoso caso não houvesse golos nos instantes iniciais, e aquele remate aos quatro minutos acabou por permitir à equipa de Rui Vitória jogar com outro à vontade perante uma equipa extremamente defensiva. Com 26 golos, Jonas é o melhor marcador dos campeonatos europeus, e sem dúvida um dos melhores jogadores do campeonato português.

Salvio: Entrou para o lugar de Talisca, mas ainda acusou alguma falta de ritmo por causa de nove meses de paragem. Tentou algumas investidas pelo corredor direito apoiado por Nélson Semedo. Ganhou mais ritmo para o 'dérbi', mas ainda está longe da sua forma.

Raúl Jiménez: Entrou para o lugar de Mitroglou e ainda teve uma oportunidade de golo aos 86 minutos, mas acertou de raspão na bola.

Gonçalo Guedes: Entrou já perto do apito final.

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