O FC Porto somou a sua segunda derrota no campeonato - a primeira foi na 15.ª jornada em Alvalade -, caindo aos pés do D. Afonso Henriques. E sem dignidade.

Com o desaire na cidade minhota, os Dragões atrasam-se na corrida ao título, estando agora a cinco pontos do líder Sporting e a três do Benfica, que agora está na segunda posição. Recorde-se que os Leões empataram em casa com o Tondela e o Benfica foi triunfar ao Estoril neste fim de semana.

O atraso na tabela é significativo mas não preocupante, uma vez que ainda faltam 16 jornadas para terminar esta edição da I liga. O que é preocupante é a qualidade de futebol praticado pelo FC Porto. Rui Barros tenta fazer o que pode com o que tem, mas a herança deixada por Julen Lopetegui não é matéria prima de qualidade. E a culpa não é só dos treinadores.

Os passes curtos e longos do FC Porto não chegam aonde têm de chegar e os extremos parecem não saber assistir os colegas. Aliado a isto, que por si só é grave, Aboubakar não é o ponta de lança que o FC Porto precisa. O camaronês é atabalhoado e pouco focado na sua missão. A pergunta que se coloca é: Como é possível não ter empatado a partida aos 60 minutos? Para piorar, ainda conseguiu ser expulso em tempo de compensação ao ver o segundo cartão amarelo, ambos por mão na bola...

Por falar em erros, há que destacar o mais grave do jogo, aquele que deu o triunfo ao Vitória de Guimarães. Aos quatro minutos, Iker Casillas comportou-se como um amador ao não segurar uma bola fácil, permitindo a Bouba Saré fazer o único golo da partida. Erro do guarda-redes espanhol, mas também muita astúcia do médio do Vitória, que não foi em cantigas com a grandeza mediática de Iker Casillas. Mas este não foi o primeiro lance de perigo, este surgiu mesmo aos 15 segundos de jogo.

Já do outro lado da baliza, um ainda desconhecido Miguel Silva comportou-se com um grande. Seguro e destemido, o guardião do Vitória anulou cruzamentos, fez grandes defesas e atirou-se de cabeça ao jogo. Tudo fez para impedir que o adversário marcasse. Missão cumprida.

O segundo tempo teve apenas um sentido, com o FC Porto a tentar fazer o que não tinha feito no primeiro. O Vitória, também com as suas limitações, fez o que lhe competia: Defendeu como pôde e fê-lo muito bem.

Sérgio Conceição, mais falado do que nunca por supostamente ser candidato ao lugar deixado por Julen Lopetegui no FC Porto, não deu provas em campo de estar melindrado com as notícias. Tal como disse na conferência de imprensa após a partida, o técnico português e antigo jogador do FC Porto está de corpo e alma no Vitória de Guimarães. Pelo que se viu ontem, ninguém duvida.

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