Após a derrota diante do FC Porto por 0-1, o treinador Armando Evangelista afirmou que a equipa não correspondeu durante a primeira parte, não sendo capaz de contrariar a pressão dos dragões para poder construir jogadas de ataque.

"Sabíamos das dificuldades que íamos encontrar. As diferenças são evidentes. A entrada do FC Porto não surpreendeu. Foi muito forte, deram-nos pouco espaço para ter bola. Também não fizemos o que nos competia principalmente no primeiro tempo. Exagerámos na bola longa quando temos qualidade para ligar setores, atrair, ir poder buscar profundidade e espaço entre linhas", começou por dizer o treinador do Arouca.

Apesar disso, o técnico dos arouquenses elogiou a organização defensiva da sua equipa ao longo do primeiro tempo, exceção feita para o lance do golo de Marcano, que acabou por dar a vitória ao FC Porto.

"Face à pressão e ao caudal que o FC Porto nos criou na primeira parte, fomos muito bem organizados defensivamente. Pena foi o golo sofrido em cima do intervalo. A verdade é que no único momento em que temos um posicionamento incorreto na nossa linha defensiva, o FC Porto faz golo. Equipa grande aproveita este tipo de situações", afirmou.

O treinador dos arouquenses gostou mais da equipa na segunda parte e elogiou a atitude dos seus jogadores em busca do empate, perante um FC Porto competente na hora de defender.

Na segunda parte fomos mais Arouca, mais aquilo que temos sido ao longo da época.  Pena não podermos tirar ponto nenhum deste jogo. Mas tentámos, arriscámos, juntámos dois avançados. (...) Mas o FC Porto foi competente a defender e não permitiu que criássemos grandes situações de golo. Mas podíamos ter saído daqui com outro resultado. Trabalhámos, tentámos e ninguém nos pode acusar do contrário", sublinhou.

O jogo desta segunda-feira transformou Armando Evangelista no treinador com mais jogos ao comando do Arouca. O técnico deixou palavras de apreço para a direção do clube e para a própria vila de Arouca, os principais motivos para a marca alcançada esta noite.

"Acima de tudo, parece-me que houve aqui uma empatia e química muito grandes. O presidente é uma pessoa de fácil trato e comungamos das mesmas ideias e sabemos o que queremos para o clube. Isto é o reflexo de três anos de trabalho. As coisas encaixaram-se e este número de jogos deixa-me orgulho e esta vila soube acolher-me bem e integrei-me facilmente. É o somatório disto tudo que fez com que fosse possível chegar a esta marca", concluiu.

Já David Simão confessa que a equipa não fez o seu jogo habitual; contudo o capitão dos arouquenses sublinhou que a sua equipa não permitiu grandes oportunidades de golo ao FC Porto, sublinhando que os dragões chegaram mesmo a queimar tempo nos minutos finais do jogo.

"Sim, acho que podíamos ter sido mais nós, porque até ao golo do FC porto podíamos ter tido mais bola. De qualquer forma, tiveram uma oportunidade do Taremi à barra e o golo, não me lembro de muito mais do FC Porto. Portanto, acho que foi um jogo dividido, controlámos bem o FC Porto, que é uma equipa difícil que acabou até, ironicamente, por queimar algum tempo. Tanto acusam nós, os pequeninos de o fazer, mas quando precisam, e bem, também o fazem. Isso demonstra que também tiveram respeito por nós e sentiram que o jogo era difícil", afirmou David Simão.

Apesar da derrota, o Arouca mantém intactas as ambições de segurar o quinto lugar. David Simão afirmou que a equipa continua confiante e vai lutar pela vitória nos jogos que restam.

"Acima de tudo a equipa está confiante porque joga bem. Os pontos são consequência do que fazemos, vamos continuar, são mais três jornadas, é cada vez mais difícil ganhar pontos. As equipas estão cansadas, o campeonato já vai longo, mas nós, com a humildade de sempre, vamos tentar ganhar os três pontos", concluiu.

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