O Moreirense tem a continuidade na I Liga de futebol dependente do êxito num ‘play-off’ frente ao ‘secundário’ Desportivo de Chaves, depois de ter utilizado três treinadores pela quarta vez nas últimas seis épocas.

Longe das três classificações logradas na metade superior desde 2018/19, os ‘cónegos’ viveram em alarme com João Henriques e pioraram durante a passagem de Lito Vidigal, para, já com Ricardo Sá Pinto, se livrarem da descida automática na 34.ª e última ronda.

A goleada sobre o ‘vizinho’ Vizela (4-1), aliada ao empate do Tondela com o Boavista (2-2), permitiram ao Moreirense ascender à 16.ª e antepenúltima posição, com 29 pontos, a dois da zona de ‘salvação’, justamente por troca com os beirões, que ‘caíram’.

O clube da vila mais pequena do escalão principal apostou em João Henriques para gerir um plantel de bases entrosadas e com atividade limitada no mercado de transferências, mas algo baralhado entre o já enraizado ‘4-3-3’ e um sistema com três centrais.

Além da saída na primeira fase da Taça da Liga, o Moreirense apenas venceu o Arouca (2-1, à sétima jornada) na I Liga, contando seis empates e cinco derrotas - três das quais com os ‘grandes’ - que impeliram a aposta em Lito Vidigal, em 04 de dezembro.

O luso-angolano ficou um mês no cargo, afetado pela saída nos ‘oitavos’ da Taça de Portugal, e viu os minhotos entrarem pela primeira vez na zona de descida com a derrota com o Portimonense (0-1, à 13.ª ronda), sendo substituído por Ricardo Sá Pinto.

O antigo internacional português ‘carimbou’ a transição entre voltas com um êxito em Vizela (1-0, à 17.ª jornada) e uma igualdade no terreno do Benfica (1-1, à 18.ª), ‘saltando’ para 14.º, com 16 pontos, antes de ver o Moreirense derrapar rotundamente.

Enquanto Jefferson e o sonante Kevin Mirallas se ambientavam, face às saídas de Abdu Conté, Filipe Soares e Felipe Pires, os ‘cónegos’ perderam oito dos 10 jogos seguintes, reanimando, depois, com vitórias sobre Gil Vicente (2-1, à 29.ª) e Tondela (2-0, à 30.ª).

A oitava permanência seguida pareceu ainda mais remota com três desaires nas últimas quatro rondas, pese a inversão de rumo ao ‘cair do pano’, acentuada por Rafael Martins (sete golos), Yan (envolvido em 10 tentos) e André Luís (seis golos e uma assistência).

Contando sete vitórias, oito empates e um máximo de 19 derrotas, com 33 golos marcados e 51 sofridos, o Moreirense terá agora um duplo embate com o Desportivo de Chaves, terceiro da II Liga, para evitar a reedição das descidas de 2004/05 e 2012/13.

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