Um porta-voz do Benfica criticou hoje a atuação da polícia em Coimbra, lamentando que o corpo de intervenção tenha carregado "indiscriminadamente" sobre os adeptos "encarnados" durante o jogo com a Académica, da I Liga de futebol.

"A carga policial afetou crianças e mulheres, pelo que vamos aprofundar o que se passou", disse Ricardo Lemos, assessor de imprensa, que prometeu mais esclarecimentos nas próximas horas.

Os desacatos na bancada sul do Estádio Cidade de Coimbra, durante o jogo da 11.ª jornada que os “encarnados” venceram por 2-0, provocaram um ferido ligeiro, que foi transportado ao Hospital da Universidade de Coimbra, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

Os incidentes, que motivaram intervenção policial na bancada onde estavam adeptos do Benfica, levaram o árbitro Jorge Ferreira, aos 80 minutos, a interromper a partida durante cerca de cinco minutos.

Em declarações à agência Lusa, a comissária da Polícia de Segurança Pública Margarida Oliveira, responsável pelo policiamento, disse que nenhum adepto foi detido e que, à saída do estádio, também não se registaram incidentes.

O presidente da Académica, José Eduardo Simões, que falou a seguir à conferência de imprensa do treinador Paulo Sérgio, lamentou os incidentes e disse que as pessoas "têm de ser educadas e tolerantes".

Sobre os petardos alegadamente rebentados por adeptos do Benfica, o líder da "Briosa" disse que, nas revistas, é "muito difícil" detetar aqueles engenhos, que, atualmente, "são do tamanho de um terço de um cigarro".

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