Depois de uma época que prometia ser de sonho, o Benfica terminou a última temporada sem qualquer troféu conquistado e o nome do treinador esteve em causa. Jorge Jesus acabou por renovar e Luís Filipe Vieira transmitiu-lhe total confiança para fazer regressar o Benfica às vitórias.

O técnico sabe que a margem de erro é hoje menor do que quando chegou à Luz, mas lembra que o Benfica ganhou a alma perdida e é hoje uma equipa mais competitiva.

«O meu conhecimento e sensibilidade dizem-me que o Benfica está próximo de ter a hegemonia do futebol português», afirma convicto Jorge Jesus, que não branqueia a falta de títulos, mas sublinha os resultados alcançados.

«O êxito tem dois caminhos: os resultados e os títulos. Para atingir os títulos tem de haver resultados. Não atingimos o número de títulos que tanto eu como os adeptos ambicionávamos face à entrada triunfante que tivemos no Benfica, com a conquista do 32.º título nacional da história do clube, mas atingiram-se resultados significativos, tais como a recuperação do prestígio internacional.»

Para 2013/2014, Jesus quer manter o nível exibicional da temporada passada e, se possível, melhorá-lo. Para isso, o clube reforçou-se e o treinador gosta do que tem visto.

«Há muita qualidade tática na equipa, e para quem chega tudo isto é novo. As pré-épocas são para afinar processos e claro que quando se ganha melhor, e é o que está a acontecer.»

Para os que chegam agora para vestir a camisola das águias, o treinador deixa uma mensagem clara:
«Os jogadores novos sabem perfeitamente que chegaram a um clube onde a qualidade competitiva é muito elevada, não é fácil. Para jogar no Benfica não basta ter talento», avisa Jesus, que lembra que os resultados de pré-época são importantes mas não determinantes. «Queremos estar bem quando chegar o dia 18 de agosto, no início do campeonato nacional».

Entre as maiores preocupações de Jesus está o mercado de transferências. Se o Benfica se reforçou empeso, é com as eventuais saídas que o treinador encarnado perde o sono. Sobretudo Matic, o médio sérvio que foi eleito o melhor jogador a atuar em Portugal na época passada.

«Claro que a saída de Matic me preocupa. Quando ele veio para Portugal era a 3.ª, 4.ª ou 5.ª escolha no Chelsea, não contava. Nós achámos que havia um elemento na venda do David Luiz com potencial.

Seguiram-se dois anos de trabalho que fizeram dele o jogador que é hoje, cobiçado pelas maiores equipas do mundo. E não é fácil colmatar a saída de um jogador com a qualidade de Matic. Gostava que ele não saísse, mas sei que é quase impossível que isso não aconteça», assume o treinador do Benfica.

* Apesar de ter sido solicitada, o Benfica não demonstrou abertura para a realização de uma entrevista ao treinador Jorge Jesus. Como consequência, este trabalho reflete as declarações do treinador ao longo da pré-época. 

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