Esta posição foi adoptada em resposta à deliberação da Entidade Reguladora para a Comunicação social (ERC), de “impor ao Benfica a obrigatoriedade de respeito pelo direito de acesso dos jornalistas aos eventos abertos à comunicação social por si organizados”, o que a não ser acatado fará o clube incorrer em “crime de desobediência”.

Num comunicado publicado no seu sítio oficial e assinado pelo Director de Comunicação, João Gabriel, o clube da Luz diz concordar “na sua grande maioria” com a posição da ERC, deixando claro que “sempre cumpriu com os critérios legais consagrados no Estatuto do Jornalista”.

“A ERC disse algo com o qual o Benfica concorda: a obrigatoriedade de respeito pelo direito de acesso dos jornalistas aos eventos de interesse público. Algo, de resto, que o Benfica sempre respeitou. O que o Benfica sempre distinguiu foi eventos que não são do interesse público e para os quais se reserva o direito de convidar quem bem entende”, diz o comunicado.

Os “encarnados” dizem ainda que “nunca” pretenderam “discriminar” ou alterar a linha editorial de quaisquer meios de comunicação - nomeadamente da TVI, que consideram ter sido “tendenciosa, parcial e sensacionalista” -, “mas apenas proteger a instituição em relação à manipulação praticada em relação ao tratamento informativo praticado por estes”.

“Este comportamento será mantido, mas para eventos de carácter particular continuaremos e convidar aqueles que cumprem o estipulado no Estatuto do Jornalista: ‘informar com rigor, rejeitando o sensacionalismo e demarcando claramente factos de opinião”, reitera o comunicado.

O Benfica diz ainda estar “ao lado do Presidente da ERC, que, entendendo que um determinado jornalista do Expresso não lhe dava garantias de isenção, recusou a entrevista alegando que ‘ninguém pode ser obrigado a falar com quem não quer’”.

“Fazemos nossas as suas palavras e garantimos que para os jogos de carácter oficial e eventos de interesse público as portas estão abertas a todos. Em eventos particulares, o critério e o convite é um direito nosso e uma responsabilidade da qual não nos demitimos”, finaliza.

A TVI, o Correio da Manhã e o Mais Futebol pediram intervenção da ERC na sequência de o Benfica ter impedido o acesso de jornalistas daqueles meios de comunicação social a jogos e conferência de imprensa do clube.

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