O Benfica voltou a atacar esta quarta-feira o FC Porto, sublinhando a rede de interesses entre a política e o futebol, "em benefício de um clube numa situação de desastre financeiro".

Os encarnados abordam ainda na 'News Benfica', o requerimento dos' dragões' para travar Claúdia Santos no CD da FPF.

Leia na publicação na íntegra

"O FC Porto, através do seu diretor de comunicação, ainda há pouco tempo acusava José Manuel Meirim de, nas últimas épocas, ter funcionado como ponta de lança do Benfica e considerava que "enquanto for assim, é difícil que estas coisas sejam normais, transparentes e iguais para todos os competidores".

Pois bem, há dias, quando se soube que existiria uma pessoa que se candidataria para o seu lugar, mesmo ele mantendo-se na equipa, os mesmos responsáveis surgiram a elogiar o trabalho isento e equilibrado de José Manuel Meirim considerando inaceitável essa alteração.

Mas o mais extraordinário é virem agora colocar em causa a nova candidatura por se tratar de uma deputada e existir uma eventual incompatibilidade face ao exercício desse cargo político.

Isso mesmo, poucas horas depois de elegerem para os seus órgãos sociais uma vasta legião de políticos, com a agravante de alguns já estarem direta e indiretamente ligados a processos de decisão que estão a gerar polémicas, como se observa com a eventual cedência de terrenos no concelho de Matosinhos, após intervenção noticiada e nunca desmentida do atual presidente do Conselho Superior do FC Porto e presidente da Câmara Municipal do Porto.

O que estamos a assistir é à montagem de uma rede de interesses sem paralelo entre política e futebol em benefício de um clube numa situação de desastre financeiro.

Já não falando da despudorada falta de coerência e verdade que estes exemplos demonstram sobre a velha estratégia de sempre, em que o único objetivo visado é intimidar, ameaçar e condicionar qualquer responsável que se estreie num órgão de decisão desportiva.

Um clube, que viu o seu presidente ser condenado por corrupção desportiva pelas instâncias da justiça desportiva e de quem todos nós ouvimos as conversas telefónicas a decidir e combinar árbitros com o próprio presidente do Conselho de Arbitragem, naturalmente pensa sempre os outros à sua imagem, e não consegue conceber outra estratégia senão partir logo para a difamação e a chantagem, e, por isso, Meirim estaria ao serviço do Benfica, para agora já ter feito um excelente trabalho.

Penoso é assistir ao desfile dos novos "Bobis" e "Tarecos" deste novo século, que em diversos programas, perante tanta incoerência e mudanças de posição sobre os mais diversos assuntos por parte do seu clube, dão provas da sua inestimável capacidade e resiliência de nos provar que a dupla face tem um preço certo.

Um pouco de coerência, pelo menos..."

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