O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, defendeu hoje que “os próximos anos são fundamentais para consolidar tudo o que se fez nos últimos quatro” e que “começar de novo seria um retrocesso fatal para o clube”.

Num depoimento na sua página pessoal no Facebook, Bruno de Carvalho sustenta a recandidatura a novo mandato com a necessidade de prosseguir o trabalho até aqui realizado e contesta a data escolhida para a realização das eleições, que considera coincidir com uma altura crítica da época desportiva.

“As eleições, que muito respeito, vão realizar-se a 04 de março, numa altura crítica da época desportiva. Não concordo, nunca concordei e já o disse, mas é isto que dizem os Estatutos que são, como todos sabemos, a Constituição do Clube e por isso têm que ser respeitados”, refere.

O presidente ‘leonino’ afirma que se recandidata por amor ao Sporting, que será sempre seu para além da morte e para o qual trabalhou, nos últimos quatro anos, 24 horas por dia, prometendo, assim, continuar até quando estiver em funções.

“A dimensão e grandeza do Sporting faz com que os olhos do país inteiro estejam sobre nós. Façamos deste ato eleitoral um exemplo e uma festa da democracia de modo a não darmos aos nossos adversários pretextos desnecessários para nos denegrirem”, refere.

Bruno de Carvalho anunciou a sua recandidatura, nas eleições marcadas para 04 de março, afirmando que “muita há ainda por fazer” e que, neste “tempo de reflexão” foi capaz de identificar “não apenas o que correu bem” mas também aquilo que foi feito “menos bem e que carece, naturalmente, de ser melhorado”.

“Após observar também a candidatura que já se apresentou [Pedro Madeira Rodrigues] e as movimentações com vista a outros possíveis projetos, e ouvindo nos últimos dias as palavras de incentivo de milhares de Sócios e Adeptos que decidi manter a intenção – que, diga-se, em nenhum momento neguei – de me recandidatar a um novo mandato como Presidente do Sporting Clube de Portugal”, informou Bruno de Carvalho.

O presidente ‘leonino’ refere que, quando assumiu a presidência, o Sporting estava “numa situação muito difícil do ponto de vista económico e financeiro” e foi feita a “reestruturação necessária” para devolver ao clube a “credibilidade e o respeito externo”.

Bruno de Carvalho recorda, numa espécie de balanço, a construção do Pavilhão João Rocha, o regresso a Alvalade das modalidades, a superação da fasquia dos 150 mil sócios, a média superior a 40 mil espetadores por jogo de futebol e a formação forte como alguns dos aspetos positivos do seu mandato.

“Construímos plantéis de qualidade indiscutível em todas as modalidades. E, no último mercado, realizámos as duas maiores transferências da história do Clube, sendo uma delas a maior venda de sempre de um jogador português a atuar em Portugal”, refere.

O líder leonino recorda ainda a abertura da Sporting TV, canal de televisão oficial do clube, e “a concretização do melhor negócio de que há registo na história dos contratos de direitos televisivos em Portugal”.

No plano desportivo, Bruno de Carvalho reconhece que o Sporting não está no lugar que gostaria e merecia estar.

“No entanto, e como também já disse, os títulos, quanto mais difíceis são, mais saborosa se torna a sua conquista. E não o digo por arrogância. É porque tenho uma fé inabalável nos nossos atletas, treinadores e profissionais que todos os dias, em todas as modalidades, trabalham com Esforço, Dedicação e Devoção para que, todos juntos, alcancemos a Glória”, refere.

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