Bruno Fernandes concedeu uma entrevista ao jornal 'Record' onde aborda o seu momento no Sporting e uma possível saída. A janela de inverno abre nos próximos dias mas dificilmente o médio irá deixar Alvalade em janeiro. A não ser que apareceça uma proposta irrecusáve para ambas as partes.

"Janeiro normalmente não traz grandes transferências. E toda a gente sabe - já foi dito pelo presidente - que para me levar daqui a quantia é grande. Não há muitos clubes dispostos a pagar isso", começou por explicar.

O sonho de jogar na Liga Inglesa continua de pé mas Bruno Fernandes não tem pressa em chegar à mais entusiasmante liga do Mundo.

"Esse sonho [jogar na Premier League] e esse objetivo podem esperar sempre. O meu sonho neste momento passa por conseguir fazer o melhor possível aqui para dar alegrias a mim mesmo, aos sportinguistas e principalmente para dar alegrias à minha família. Não sei se o sonho pode esperar muito, não sei se os clubes estão dispostos a esperar muito ou não, mas se um clube me quer mesmo, seja hoje ou amanhã, acho que vai tentar", atirou o médio, numa entrevista que pode ser lida na edição desta quinta-feira no jornal 'Record'.

No último verão, o sonho podia ter-se tornado realidade mas o Sporting recusou uma proposta do Tottenham pelos serviços do médio. Uma recusa que, garante, não mexeu muito consigo até porque a última palavra seria sempre do Sporting.

"Acreditava que era um bom momento para sair, devido a muitos fatores. Fiz a melhor época da minha carreira até hoje. Após a Liga das Nações já havia muitos contactos, principalmente com o Tottenham. Foi a equipa que mais me quis e foi a única com a qual eu aceitei falar, porque houve outros clubes que não me interessavam ou cujo projeto não era de acordo com as minhas expetativas. [...] Tocava ao Sporting decidir se iria sair ou não. Nada mudava a minha vontade de estar aqui e de querer continuar aqui. O Sporting acarinhou-me, deu-me muito. Era motivo de grande orgulho e honra continuar a representar o Sporting", garante.

Bruno Fernandes tem consciência que não é "nenhum Crustiano Ronaldo ou Messi", e que ainda tem "muito para crescer" mas, quando for para sair do Sporting, terá de ser a bem.

"Quando for para sair do Sporting quero que seja como quando vim para o Sporting: o clube quis-me, acarinhou-me, deu-me tudo aquilo de que eu precisava para crescer e hoje sou aquilo que sou por causa do Sporting", concluiu ao Record.

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