Costinha é de opinião que o FC Porto devia investir num treinador com cultura à Porto para poder recuperar a mística do clube. O antigo médio dos azuis-e-brancos voltou a defender Lopetegui, sublinhando que o técnico espanhol não foi o único culpado pelos maus resultados dos "dragões".

"Muitas vezes quando os treinadores fazem os planos de treino e de jogo não estão preparados ou não sabem o que vai acontecer no jogo. Não podem adivinhar que um jogador que se isole três vezes vá rematar contra o guarda-redes ou para fora. Se calhar no treino faz golo. Ou que um defesa ofereça uma bola a um avançado da equipa adversária. São contingências do próprio jogo que ninguém domina. São coisas que acontecem e que muitas vezes fragilizam o papel do treinador. No ter e haver há responsabilidades de toda a gente, mas, de há muitos anos para esta parte, na hora da decisão, parte sempre a corda para o lado do treinador. Foi o que aconteceu", começou por dizer o "ministro", à margem de um evento da NOS em Lisboa.

Para Costinha, "o FC Porto tem de tentar procurar um treinador que se assemelha a aquilo que é a cultura daquela casa" para poder levar o clube aos títulos. Marco Silva, Leonardo Jardim, Sérgio Conceição, Nuno Espírito Santo, André Villas-Boas, Rui Faria e Jesualdo Ferreira são alguns dos nomes que têm sido apontados ao cargo de treinador. A bola está do lado de Pinto da Costa.

"Todos os treinadores que se tem falado tem qualidades, estão todos a treinar, tirando o Nuno Espírito Santo, que é alguém que tem a marca da casa, conhece como a casa trabalha e criou a célebre frase Somos Porto. A decisão está do lado de Pinto da Costa e da sua direção", comentou Costinha.

O antigo internacional português refere que é urgente o FC Porto voltar aos títulos mas para tal é preciso jogadores com cultura da casa. Algo que não existe no atual plantel, apesar de o futebol profissional estar rodeado de nomes da casa como João Pinto, Rui Barros, entre outros.

"FC Porto irá escolher uma solução que tenha cultura mas é difícil ter uma cultura se deixa de haver referências na equipa, com sentimento e saber o que é ser Porto, vir jogar a Lisboa, ser o melhor e não ser considerado como tal. São esses detalhes que fazem parte ao FC Porto e penso que esta direção terá reparado e quererá dar uma imagem diferente", completou Costinha.

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