Declarações de Bruno Lage, treinador do Benfica, na antevisão do clássico com o FC Porto, da 28.ª jornada da I Liga de futebol.

Que diferenças espera deste jogo em relação ao da 1.ª volta? "É um jogo muito importante para nós. Não é decisivo, mas é muito importante. Vamos com a ambição de jogar bem e vencer. Preparámos muito bem, principalmente em função do que o FC Porto tem feito, uma equipa diferente. [Uma preparação] também em função da forma como joga, do sistema que tem usado nos últimos jogos, e vai ser mais um clássico. Prevejo que seja quentinho como os outros, mas o mais importante é a nossa ambição de vencer".

Porque diz que será quentinho? "Porque esse tem sido o registo. Digo quentinho porque são jogos que queremos jogar enquanto treinadores ou jogadores, e é num momento da época importante. Esse é que é o nosso sentido. Independentemente do adversário, de jogar em casa ou fora, a nossa ambição e mentalidade vencedora tem de estar sempre presente."

Quem poderá voltar ao onze? "Preparámos bem o jogo. Temos várias coisas para conversar ainda e temos o dia de amanhã. A única confirmação é o Renato Sanches, que se lesionou no último jogo e está fora".

Semana de muita tensão entre os clubes, Anselmi colocou pressão no Benfica: "A nossa preocupação é estarmos concentrados no que controlamos. O que mais quero é que o jogo comece, um jogo de grandes emoções. Vencer no Dragão não é tarefa fácil, mas vamos com essa ambição e mentalidade. Pela forma como treinámos, sentimos a equipa confiante, num bom momento. A pressão que colocamos em nós próprios é fazer o nosso jogo independentemente do adversário, para conquistar títulos".

Para quem o clássico é mais importante? "Para nós é importante, mas não decisivo. Do lado do FC Porto, façam a vossa leitura. Acredito que vai ser um jogo muito dividido e rápido, as duas equipas gostam de jogar rápido, de pressionar, são muito fortes a atacar a profundidade, nas transições ofensivas. Prevejo um jogo muito tático mas não amarrado, em que a bola pode sair de uma área e, em dois ou três passes, estar na outra. Tático, mas não amarrado".

O que espera do onze do FC Porto? "Podem acontecer dois cenários... Pode partir de alguma estabilidade da equipa ter feito bons resultados, mas nós, treinadores, fazemos sempre a análise do jogo e há coisas que vamos vendo e que são importantes. Pode haver alterações, eventualmente fazer a linha de três centrais com um central e não com o Eustáquio, mas acredito que possa fazer o mesmo que fez nos últimos dois jogos".

FC Porto não joga com central de raiz na linha de 3, isso pode beneficiar Pavlidis? "Muitas equipas têm jogado assim [contra nós] O Barcelona defendeu assim [frente ao Benfica]. Nos últimos cinco ou seis jogos, pelo menos quatro equipas defenderam assim, com o médio no meio dos centrais para diminuir a distância para a linha defensiva. Temos de ter a capacidade [para tirar partido desse posicionamento], e acredito que não se trata só do Pavlidis."

Bom jogo de Pavlidis no jogo da 1.ª volta: "Não faz sentido trazer uma boa exibição de um jogo que foi em novembro. Faz é sentido olhar para o que a equipa tem vindo a fazer quando os adversários têm uma linha de cinco, como tem percebido muito bem como o adversário se movimenta, isso é que é importante. Não apenas olhar para o Pavlidis, mas para o que a equipa faz".

O FC Porto tem os mesmos 56 pontos do Sporting de Braga, quarto classificado, ambos fora da zona de entrada na principal competição europeia de clubes e a nove dos rivais lisboetas Sporting e Benfica, empatados na frente, com vantagem no confronto direto e na diferença de golos para os ‘leões’, anfitriões dos minhotos na segunda-feira.

O 'clássico' de domingo entre FC Porto e Benfica tem início às 20:30 e terá arbitragem de João Pinheiro, da Associação de Futebol de Braga.