Um estudo financeiro apresentado esta quarta-feira pela consultora KPMG aponta que mesmo com o retomar da Liga portuguesa, esta não deixará de sofrer uma desvalorização superior a 180 milhões de euros.

O estudo mostra que o principal escalão do futebol português estava em fevereiro, antes do início da pandemia, avaliado em 1.077 milhões de euros. Agora projeta duas avaliações distintas: uma caso a época venha a ser retomada com jogos à porta fechada, e em que o valor total dos clubes descerá 17,3%, para 891 milhões de euros, e outra caso a época seja dada por cancelada, com as perdas a serem, então, na ordem dos 26,4%, para 792 milhões de euros.

Relativamente a outros campeonatos, na Liga francesa, por exemplo, que já foi dada oficialmente por concluída prematuramente, a perda total rondará os 27,1%, passando a sua avaliação de 3.730 milhões de euros para 2.720 milhões.

Ao nível de clubes, serão os espanhóis e os ingleses que estão entre os mais sacrificados, de acordo com o estudo. O Manchester City, que em fevereiro estava avaliado em 1243 milhões, mesmo que a Premier League seja retomada desvalorizará 190 milhões de euros, enquanto o Liverpool vê o valor do seu plantel cair dos 1200 milhões para os 997 milhões.

Para os giantes espanhóis, Real Madrid e Barcelona, as quebras são as maiores. Os 'merengues' caem 19,1% e passam a valer 944 milhões, enquanto a equipa do Barcelona, que em fevereiro valia 1136 milhões, passa a valer 903 milhões, isto é, menos 20,5%. A desvalorização, naturalmente, será ainda maior caso os respetivos campeonatos venham a ser retomados, como já sucedeu em França. Aí, o PSG irá passar a valer menos 25% do que valia antes da crise do novo coronavírus, passando de um valor de 934 milhões para um valor de 696 milhões (ou seja, menos 238 milhões).

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