O Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol lamentou hoje que alguns clubes, incluindo o FC Porto, se “entretenham” a criticar o organismo, numa altura em que “o mais importante é encontrar soluções”, devido à pandemia da COVID-19.

“Lamentamos que o presidente do FC Porto tenha visado o sindicato numa matéria que nos parece consensual. Lamentamos, ainda, que alguns clubes, em vez de se concentrarem nos problemas, procurando soluções e unindo esforços para credibilizar o futebol, compreendendo que é a estabilidade da modalidade, no seu todo, que está em causa, se entretenham a criticar o sindicato”, assinala o organismo liderado por Joaquim Evangelista, em comunicado.

De acordo com o jornal Record, na terça-feira, durante uma cimeira entre a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Liga de clubes, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, deixou duras críticas ao sindicato e ao seu líder, por ter afirmado numa entrevista que os jogadores não querem regressar aos relvados, devido ao surto do novo coronavírus.

“O que o sindicato criticou, e mantém, foi a forma como alguns clubes, unilateralmente, decidiram retomar a atividade, em pleno período de confinamento e estado de emergência, desde logo o Nacional da Madeira, por ter sido o primeiro a fazê-lo, impondo aos seus jogadores o regresso aos treinos, quando o protocolo a implementar para minimizar o risco de contágio pela COVID-19 ainda está a ser discutido por especialistas, médicos e organizações desportivas”, explicou.

O organismo reforçou ainda que a sua “vontade, como a dos jogadores e dos portugueses” é regressar à normalidade e “terminar um período difícil de confinamento em nome da saúde pública”.

As competições profissionais - I Liga e II Liga -, continuam suspensas, após a realização de 24 das 34 jornadas previstas, bem como a Taça de Portugal, que tem o Benfica e o FC Porto como finalistas, enquanto as provas não-profissionais de futebol e futsal foram mesmo canceladas.

Portugal regista 785 mortos associados à COVID-19 em 21.982 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Das pessoas infetadas, 1.146 estão hospitalizadas, das quais 207 em unidades de cuidados intensivos, e o número de doentes curados aumentou de 917 para 1.143.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma "abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais".

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 178.500 mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 583 mil doentes foram considerados curados.

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