Deputados municipais do PSD avançaram hoje com uma ação popular no Tribunal Administrativo de Leiria para travar a venda do estádio, disse fonte social-democrata à Agência Lusa.

A ação popular deu entrada no Tribunal no mesmo dia em que a hasta pública para alienação de um dos palcos do Euro 2004 foi agendada para 27 de outubro em reunião de Câmara.

Em comunicado, os vereadores e os eleitos do PSD na Assembleia Municipal (AM) justificam em oito pontos a contestação da venda do estádio, nas quais se defende, por exemplo, que «a deliberação é nula» e a decisão «irreparável para o desenvolvimento desportivo do concelho».

No mesmo documento, que se dirige aos leirienses, explica-se que face a decisões da maioria socialista que governa a Câmara, «reveladoras de fragilidades, irregularidades, senão mesmo ilegalidades, não podiam os eleitos do PSD deixar de contestar tal decisão e alertar todos os munícipes para as inevitáveis consequências».

Os social-democratas concluem: «Aliene-se o que desde o início está previsto - o topo norte -, promova-se uma correta gestão do estádio, ao serviço do desenvolvimento desportivo e cultural e assuma-se de vez uma ação política clara para o bem-estar de todos».

O primeiro subscritor da ação popular é o líder da bancada social-democrata na AM, o médico Manuel Antunes.

Um dos subscritores, o deputado municipal Carlos Conceição, sublinha que «esta ação popular não se esgota num mero partido porque responde ao pulsar da população do concelho de Leiria».

A hasta pública para a venda do estádio de Leiria chegou a estar marcada para 22 de setembro, mas acabaria por ser adiada, segundo a autarquia, «para cumprir formalismos legais».

Em causa estava a aprovação da ata da AM que autorizava a alienação do estádio de Leiria.

O município pede 63 milhões de euros por um lote que junta três de quatro frações do estádio: o campo desportivo e as bancadas, o topo norte e o respetivo estacionamento.

Não existindo interessados, a autarquia permite a alienação de um segundo lote avaliado em 24 milhões de euros: o topo norte (área inacabada do estádio) e o parque de estacionamento, de 450 lugares.

De fora fica uma quarta fração destinada a reinstalar o centro associativo, um espaço de dois mil metros quadrados no topo norte.

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