A câmara de Matosinhos decidiu decretar dois dias de luto municipal pela morte de Vítor Oliveira, treinador de futebol natural deste concelho do distrito do Porto que morreu hoje aos 67 anos.

Numa nota publicada na rede social Facebook, a câmara de Matosinhos refere que “vai decretar luto municipal, lamentando a perda de um dos maiores nomes do desporto nacional”.

Fonte da câmara de Matosinhos, contactada pela agência Lusa, apontou que serão dois os dias decretados.

“Matosinhos jamais esquecerá o homem, o treinador, o filho da terra... Até sempre, Vítor Oliveira”, refere a autarquia, recordando que no ano passado, nas Festas do Senhor de Matosinhos, em dia de feriado municipal, homenageou Vítor Oliveira com a atribuição de medalha de mérito dourada e medalha de valor desportivo dourada, distinção honorífica decidida por unanimidade pelo Executivo.

Aproveitando para apresentar à família do antigo treinador e ex-futebolista “as mais sentidas condolências” esta autarquia do distrito do Porto precisa que Vítor Manuel Oliveira nasceu a 17 de novembro de 1953, em Matosinhos.

“A sua infância foi passada a jogar futebol na praia como qualquer criança. Aos 12 anos, começou a jogar basquetebol, mas o futebol falava mais alto e, dois anos depois, entrou para o futebol no Leixões SC. O seu pai era pescador de sardinha. A sua mãe era peixeira e levantava-se às quatro da manhã para ir para a lota. A vida difícil da pesca levou os pais de Vítor Oliveira a desejar um futuro melhor para o filho, daí que o tenham sempre incentivado a prosseguir os estudos”, descreve a autarquia num texto longo e sentido com várias referências ao trajeto do treinador.

A Câmara de Matosinhos fala ainda de um “bom aluno a física e matemática, mediano nas letras e nas línguas”.

“Foi na escola que conheceu Henrique Calisto. Aos 12 anos, Vítor Oliveira foi trabalhar, por ‘castigo’ dos pais, – tinha ‘chumbado de ano’ – para um depósito de produtos alimentares que fornecia as mercearias da zona de Matosinhos. Nesse verão, aproveitava as deslocações para espreitar os jogos de Portugal e de Eusébio do Mundial de 66, em Inglaterra”, descreve.

Também esta tarde, a presidente da câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, lembrou Vítor Oliveira como "um dos filhos da terra".

A promoção do clube matosinhense Leixões SC, em 2007, é um dos feitos elencados pela autarca, que lhe elogia "a paixão e talento", bem como as 11 subidas de divisão com equipas da II Liga, em 18 participações.

Vítor Oliveira, que morreu hoje em Matosinhos, aos 67 anos, ficou conhecido como ‘rei das subidas’, ao conseguir 11 promoções ao principal escalão, em 18 presenças, ao serviço de Paços de Ferreira (1991 e 2019), Académica (1997), União de Leiria (1998), Belenenses (1999), Leixões (2007), Arouca (2013), Moreirense (2014), União da Madeira (2015), Desportivo de Chaves (2016) e Portimonense (2017).

Em mais de 30 anos, entre 1978 e 2020, comandou Famalicão, Portimonense, Maia, Paços de Ferreira, Gil Vicente, Vitória de Guimarães, Académica, União de Leiria, Sporting de Braga, Belenenses, Rio Ave, Moreirense, Leixões, Trofense, Desportivo das Aves, Arouca, União da Madeira, Desportivo de Chaves e Paços de Ferreira.

Como futebolista, vestiu as camisolas de Leixões, Paredes, Famalicão, Sporting de Espinho, Sporting de Braga e Portimonense.

Liga Portuguesa de Futebol Profissional e Federação Portuguesa de Futebol decretaram um minuto de silêncio nos jogos a realizar durante este fim de semana, em memória de Vítor Oliveira.

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