O acerto do calendário da I Liga para o FC Porto foi mais conturbado pelas condições meteorológicas do que propriamente pela dificuldade do jogo durante os 90 minutos. Isto porque, a poucas horas do começo do jogo, o forte nevoeiro ameaçava um novo adiamento. Recorde-se que os Dragões não defrontaram o União da Madeira a 31 de outubro devido às más condições climatéricas que impediram a comitiva do FC Porto de aterrar no Funchal no dia anterior.

Mas o vento ajudou à realização do encontro em atraso da nona jornada e as duas equipas lá conseguiram acertar o calendário, mais importante para os homens da cidade do Porto, que com esta vitória encurtaram a distância para dois pontos face ao líder Sporting.

Os Dragões começaram fortes o encontro e a equipa de Lopetegui não precisou de jogar a cem por cento para levar os três pontos para a Invicta, sabendo aproveitar, eficazmente, os erros defensivos da formação da casa.

O FC Porto começou o encontro a dominar a partida, à procura do golo, e esse chegou logo aos 12 minutos. O mexicano Hector Herrera, que envergou a braçadeira de capitão, abriu o marcador de cabeça, na sequência de um cruzamento por Layún.

Foi com um golo do argelino Yacine Brahimi que o FC Porto dilatou a vantagem, com um belo remate de pé direito do extremo portista, aos 14', no coração da área madeirense. Foi o segundo jogo consecutivo a marcar para Brahimi, depois de ter dado a vitória ao FC Porto na deslocação no fim de semana passado ao reduto do Tondela.

O jogo continuava favorável ao FC Porto, com a vida facilitada, e o terceiro golo chegou naturalmente, e sem aviso. Jesus Corona protagonizou o melhor momento do jogo com um pontapé fantástico. De forma acidental ou intencional foi a dúvida no cruzamento-remate do extremo mexicano e que apanhou de surpresa o guardião da equipa madeirense André Moreira.

Com este resultado confortável, os Dragões apenas precisaram de gerir o encontro no segundo tempo. O quarto golo da partida foi apontado pelo internacional português Danilo Pereira, já em tempo de descontos, após cruzamento matreiro de Layún.

Antes do golo de Danilo, o FC Porto ficou reduzido a dez jogadores, após Osvaldo ter visto o cartão vermelho direto. Bruno Paixão considerou que o jogador ítalo-argentino colocou em causa a integridade física de Paulo Monteiro. Ficaram muitas dúvidas neste lance.

Os Dragões conseguiram assim vencer na ilha da Madeira, 942 dias depois. A última vitória da turma azul e branca em solo madeirense tinha acontecido em maio de 2013. Na altura, o FC Porto venceu o Nacional, na Choupana, por 3-1, na 28.ª jornada do campeonato português. Desde essa longínqua vitória frente ao Nacional, o FC Porto somou quatro derrotas e três empates, entre I Liga e Taça da Liga, diante do Marítimo e Nacional. Foram 941 dias sem triunfos na Madeira, ou seja, dois anos e meio.

Esta acaba por ser também a primeira vitória de Lopetegui na Madeira.

“Queremos sempre entrar bem nos jogos. Neste entrámos forte e estivemos pontaria à baliza. Tivemos eficácia e no futebol a eficácia vale pontos. O União da Madeira tentou reagir, é uma equipa que aperta muito, soube defender bem. Mas mantivemos a concentração e, no final do encontro, fizemos um esforço e conseguimo-lo”, disse o técnico espanhol na flash interview da Sport Tv, após a partida.

Jogo em atraso resolvido. Agora que venha o Paços de Ferreira e depois o Chelsea.

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