O treinador João Henriques afirmou hoje que a tarja a ameaçar a invasão aos treinos do Vitória de Guimarães, no início da semana anterior, não reflete a maioria dos adeptos do clube da I Liga portuguesa de futebol.

"A maioria dos vitorianos está contra a tarja e não se revê nisso. A maioria é amante do futebol, conhecedora do futebol, com todo o direito à crítica", disse, a propósito do episódio ocorrido na segunda-feira anterior, de manhã, com a seguinte mensagem exposta junto à academia vitoriana: "e se acabar a ‘net' e começar invasões ao treino?".

A mensagem surgiu após o técnico vitoriano ter dito, no rescaldo do triunfo sobre o Boavista (2-1), em 25 de fevereiro, que a Internet não estava a faltar em Guimarães, em alusão às críticas dos adeptos nas redes sociais devido à série de cinco jogos sem vencer que a equipa atravessou.

João Henriques esclareceu, contudo, que essas palavras, proferidas para "defender" os seus jogadores, não se dirigiram à maioria da massa adepta, mas a "uma certa minoria", responsável por "situações pontuais" que "ultrapassaram a crítica normal do adepto" e "passaram a situações graves", antes da receção aos ‘axadrezados'.

"Tivemos um trabalho tremendo à volta dos jogadores para o jogo com o Boavista. Apesar de termos estado a perder, tivemos alma para dar a volta e responder a uma semana tremendamente difícil. Essas situações pontuais aconteceram e prejudicaram individualmente alguns jogadores. Vou defender sempre o Vitória e os meus jogadores a essas situações", explicou, durante a antevisão ao duelo de terça-feira com o Sporting de Braga.

O técnico salientou ainda que o Vitória de Guimarães, enquanto "clube grande", com muita gente em seu redor "ansiosa por vitórias", tem de estar "sujeito à crítica" e reconheceu que a equipa tem sentido falta dos adeptos, principalmente nos jogos em casa.

"Não confundo estes episódios menos edificantes com a massa adepta do Vitória. Os jogadores sentem a falta dos adeptos no estádio. Temos 35 pontos e poderíamos ter mais, caso os adeptos estivessem em casa. Nunca perderíamos dois pontos contra o Farense [2-2] com adeptos no estádio, nem perderíamos o jogo com o FC Porto [3-2]", disse.

João Henriques lembrou ainda que, na sua apresentação como treinador vitoriano, em 13 de outubro de 2020, disse que iria formar uma equipa com "ambição de vencer em qualquer campo", com a qual os "adeptos se identificassem", algo que, a seu ver, tem sido conseguido.

"Este grupo de trabalho tem sido digno do Vitória. Este plantel corresponde à ambição do clube e é capaz de discutir qualquer jogo contra qualquer adversário. E não tenho dúvida de que este grupo de trabalho pode dar sucesso ao Vitória nas épocas vindouras", disse, a propósito da formação sexta classificada da I Liga, com 35 pontos.

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