Eduardo Barroso, antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube de Alvalade, esteve esta terça-feira no Tribunal de Monsanto para ser ouvido no âmbito do processo da invasão à academia de Alcochete.

À saída do Tribunal, Eduardo Barroso falou sobre o caso de Marega, que domingo pediu para ser substituído ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, entre o FC Porto e o Vitória de Guimarães, depois de ter sido alvo de cânticos e gritos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

"O que lhe fizeram é uma coisa inqualificável. Mas não me espanta que, havendo comentadores xenófobos e racistas, surjam estas situações. O Marega foi vítima de pessoas que todos os dias são incitadas a ter atitudes xenófobas e racistas. É uma vergonha", começou por dizer o antigo dirigente.

Eduardo Barroso admitiu ainda que pensa no seu papel neste tipo de situações. "Muitas vezes penso se contribuí para isso, porque fui comentador. Não tenho a consciência completamente tranquila, pois, se calhar, deveria ter saído mais cedo. Talvez tenha percebido tarde o caminho que isto iria tomar. Mas o que se passou em Guimarães com o Marega acontece muitas vezes em painéis televisivos com pessoas que são assumidamente xenófobas e racistas", lamentou.

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