Sem falsas modéstias, Manuel Vilarinho, que foi presidente do Benfica de 2000 a 2003, acredita que ficará na história do clube como um dos seus melhores presidentes. A situação do clube era complicada quando pegou nele: o seu antecessor fôra Vale e Azevedo.

“Estou com certeza entre os cinco melhores presidentes da história do Benfica, juntamente com nomes como Joaquim Ferreira Bogalho, Fernando Martins, Ferreira Queimado. A partir de Fernando Martins [28º e que dirigiu o clube entre 1981 a 1987], o melhor sou eu”, sublinhou, numa entrevista ao jornal A Bola.

Vilarinho assume, também, que nunca teria avançado se no poder não estivesse João Vale e Azevedo.

“Sempre tive o sonho ser presidente do Benfica. Sou oriundo de uma família de benfiquistas. Mas acredito que se não tivesse sido a época azevedista eu nunca teria sido presidente”, disse.

Com as finanças do clube completamente perdidas, Vilarinho confessa que pensou desistir e até se arrependeu de ter partido para uma aventura tão dura.

“Passou-me pela cabeça: “Porque me meti nisto?”. Não sou ingénuo, mas nunca pensei que houvesse coragem para ser tão irresponsável. Aquilo estava um caos. Ele tinha de ser agarrado, pois deixou lá as provas, através das contas correntes. O desfalque foi entre os seis milhões de contos [20 a 30 milhões de euros]”, lembra, admitindo: “Sabendo hoje o que aprendi naquela altura, hoje não seria candidato à presidência do Benfica”.

Devido ao stress, em casa chamavam-lhe “ucraniano, porque não entrava nas conversas da família, como se não percebesse português, ficava a olhar para o tecto”.

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