O português Ivo Oliveira voltou hoje a ser vice-campeão de perseguição individual nos Europeus de ciclismo de pista que decorrem em Glasgow, no que é a sua terceira medalha de prata consecutiva em grandes competições.

"Espero que seja desta", tinha escrito o gaiense nas redes sociais ao início da tarde, depois de passar as meias-finais, mas na corrida decisiva não teve hipótese face ao alemão Domenic Weinstein, que ainda antes de metade da prova, de quatro quilómetros, começou a ganhar tempo de forma regular.

Numa prova em crescendo, Weinstein impôs-se com 4.13,363 minutos, um registo próximo do que lhe valeu o melhor tempo também na qualificação, 4.13,073.

No velódromo Sir Chris Hoy, Ivo Oliveira terminou a sua prestação em 4.15,304, cerca de 1,7 segundos mais lento do que fizera na qualificação, onde já fora o segundo melhor em pista, batendo o italiano Filippo Ganna, atual campeão do mundo, que defendia o título europeu em Glasgow

O terceiro classificado foi o suíço Claudio Imhof, que bateu o russo Alexander Evtushenko na corrida de atribuição da medalha de bronze.

Para Ivo Oliveira, sucedem-se as medalhas de prata - duas em Europeus de elite, uma nos Europeus de sub-23 de 2017, uma nos Campeonatos do Mundo e outra na Taça do Mundo.

E para Portugal é já a 18.ª medalha em campeonatos da Europa e do Mundo de ciclismo em pista, todas conquistadas desde 2013, no conjunto das categorias de juniores, sub-23 e elite.

"Tentei usar a mesma estratégia que correu bem na qualificação, mas talvez pudesse ter sido um pouco mais frio e levado as coisas mais para o risco. Apesar disso, penso que não quebrei, porque fiz tempos muito regulares", disse no final o ciclista luso.

"É a quinta final que perco e hoje tinha tudo para ganhar, mas o Domenic foi mais forte. Neste momento estou a ver as coisas pelo lado mais negro, mas se vir por outro prisma percebo que consegui chegar a cinco finais consecutivas e não é qualquer um que lá chega", acrescentou.

O selecionador nacional, Gabriel Mendes, mostrou-se feliz com mais uma medalha conquistada, sublinhando que “Ivo [Oliveira] fez uma excelente competição, logo no apuramento”.

“Viemos para a final discutir a vitória. Sabíamos que era um trabalho árduo. Entrou bem na corrida, manteve um ritmo estável. Sensivelmente, à décima primeira volta começou a piorar o tempo por volta. Acelerou nas três voltas finais, mas não foi suficiente para ganhar a corrida. Sabemos o que temos de melhorar. Estou certo de que, no futuro, estaremos novamente a discutir o primeiro lugar".

Maria Martins também competiu hoje e foi sexta na disciplina de eliminação, ganha pela britânica Laura Kenny. A corredora ribatejana, sub-23 de primeiro ano chegou aos seus objetivos, ao terminar no primeiro terço da classificação.

"A Maria tem estado melhor de dia para dia. Hoje fez uma corrida de grande nível, tanto no plano técnico como no tático. No que diz respeito à capacidade física também deu boa conta do recado”, considerou Gabriel Mendes.

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