O FC Porto vai ter de pagar 1,1 milhões de euros ao Marítimo, ainda na sequência da transferência de Pepe dos Dragões para o Real Madrid, num caso que remontava de 2007. É o fim de um litígio que já levava 15 anos.

O Juízo Cível do Funchal já tinha dado razão aos madeirenses, que reclamavam a verba. O FC Porto não concordou e recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa, que voltou a decidir a favor do emblema madeirense, depois de os dois clubes não chegarem a um acordo sobre a compensação.

O caso remonta a 2004, quando o defesa central, Pepe, foi transferido do Marítimo, clube que representou de 2001 a 2004, para o FC Porto, tendo atuado pelo ‘azuis e brancos’ até 2007, ano que rumou aos espanhóis do Real Madrid e, sobre a qual o clube madeirense entende ter um “diferendo a receber”.

Os dois clubes nunca chegaram a acordo quanto ao montante. Com esta decisão, o FC Porto pagará um total de 4,2 milhões de euros ao Marítimo relativos à transferência de Pepe para o Real Madrid.

A decisão deixou o presidente do Marítimo, Rui Fontes, naturalmente satisfeito

"É uma boa notícia para o Marítimo. Já há algum tempo, o Marítimo tinha ganho, numa primeira instância, a ação relativa à transferência do Pepe para o FC Porto. O FC Porto, digamos, recorreu para o Tribunal da Relação e o Tribunal voltou a dar razão ao Marítimo. Julgo que o processo fica encerrado com esta situação. São duas decisões semelhantes e, por isso, já não há hipótese de recurso", disse o líder maritimista, em declarações à RTP Madeira.

Recentemente, depois de mais uma sessão no Juízo Central Cível do Funchal, a juíza Alexandra Barreto questionou as partes pelo fracasso em chegarem a um acordo, num caso que andou 15 anos nos tribunais.

"Estamos a falar de coisas que aconteceram em 2004. Vale a pena arriscar o tudo ou nada para um dos lados?” sublinhou a magistrada, relembrando que o processo já “andou, andou e regressa à estaca zero”, questionando se a discussão por “um milhão e 300 mil euros vai durar mais uns aninhos”.

“O Pepe está quase na reforma e nós estamos ainda aqui a discutir”, referiu, na altura Alexandra Barreto, afirmando que acreditava que os advogados de ambas as partes conseguiam “fazer melhor” de forma a não prolongar o caso.

A decisão do Tribunal da Relação de Lisboa deverá encerrar o caso.

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