O Gil Vicente foi uma das surpresas positivas desta Liga e vai terminar a prova absolutamente tranquilo e com o objetivo da permanência há muito alcançado. António Fiúza, presidente do clube minhoto, é um dos rostos do sucesso gilista e conta ao SAPO Desporto os segredos do trabalho realizado em Barcelos.

«O segredo é o trabalho, a humildade, a perseverança e o trabalho em família. Trabalhamos com os pés bem assentes no chão. Não foi por acaso que ficámos com a base da equipa da II Liga e sabíamos que íamos ter algum êxito. Fomos os campeões da II Liga no ano passado e sabíamos o que estávamos a fazer. Com maior ou menor dificuldade fizemos uma campanha agradável e a presença na final da Taça da Liga foi também muito meritória», revela o líder gilista.

O técnico Paulo Alves foi dos elementos mais elogiados ao longo da temporada e o seu trabalho não terá passado despercebido a clubes de maior dimensão, sobretudo graças aos triunfos sobre Sporting e FC Porto. Apesar dos brilharetes, António Fiúza está confiante na continuidade do treinador.

«Que me tenha chegado não há proposta, por isso Paulo Alves é para continuar. Ele gosta do clube e nós queremos que ele fique. Há uma conjugação de ideias. Não vejo outro cenário que não seja ele ficar em Barcelos. É obvio que ficaria contente se Paulo Alves fosse treinar um grande, porque fui eu que o lancei, temos dado todo o apoio e olhado pela sua carreira. No entanto, até ao momento não há nada», assegura.  

Sobre o plantel, a estabilidade é a política para atacar a próxima época. «A grande maioria dos jogadores vai ficar. Por uma razão ou outra o clube terá de ir ao mercado, mas a maioria fica. Vamos reforçar com alguns jogadores de qualidade para ter um plantel ainda mais forte e assim darmos continuidade ao trabalho», sublinha, sem deixar de recordar que a situação financeira é estável, mas não permite 'aventuras': «Está como o país! (risos)».

Por fim, o presidente do Gil Vicente traça as metas para o futuro do emblema de Barcelos: «Temos em mente nos próximos três, quatro ou cinco anos lutar por posições europeias, mas neste ano e no próximo ainda não. Primeiro vamos estabilizar o clube e fazer um campeonato tranquilo». 

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