Um grupo de associados do Boavista começou hoje a recolher assinaturas com o objetivo de marcar uma assembleia-geral extraordinária, que permita esclarecer “diversas questões” do clube da I Liga de futebol e a atual situação da SAD.

“O objetivo do Movimento Boavista aos Boavisteiros é unir os associados ao emblema. Não pretendemos de forma alguma desestabilizar a equipa de futebol profissional e reforçamos o apoio incondicional à equipa técnica para atingir a meta traçada pela direção”, lê-se em comunicado enviado à agência Lusa pelos coordenadores do grupo.

De acordo com o segundo ponto do artigo 67.º dos estatutos do Boavista, a assembleia-geral de associados pode reunir de forma extraordinária em qualquer data, assentando no “requerimento de um quinto dos sócios efetivos, na plenitude dos seus direitos, desde que no ato da entrega do requerimento provem ter depositado na secretaria do clube a quantia julgada necessária para garantir as despesas inerentes à realização” da mesma.

As ‘panteras’ demoram a justificar as expectativas desportivas geradas no defeso com a entrada do grupo do empresário hispano-luxemburguês Gérard Lopez no capital da SAD, aprovada por unanimidade numa assembleia-geral realizada em 10 de outubro de 2020.

O investimento do ex-proprietário dos franceses do Lille e atual dono dos belgas do Mouscron originou reforços sonantes, como Adil Rami, campeão mundial por França, o espanhol Javi García, que jogou no Benfica, ou a esperança inglesa Angel Gomes.

Gérard Lopez assumiu o controlo maioritário das ações da SAD ‘axadrezada’ em 11 de janeiro, tendo assegurado estar a cumprir todos os compromissos financeiros no final desse mês, numa declaração conjunta com o presidente da direção, Vítor Murta.

“Este é o momento de todos estarmos unidos em torno do Boavista e tanto a administração como o acionista maioritário da SAD confiam e acreditam neste grupo de jogadores, equipa técnica e ‘staff’. Com o compromisso e trabalho de todos, seremos capazes de reverter a atual situação desportiva”, escreveram os dois dirigentes.

O Boavista é 17.º e penúltimo colocado da I Liga, com 18 pontos, um acima do lanterna-vermelha Marítimo, e visita o Vitória de Guimarães, sexto, com 32, na sexta-feira, às 20:30, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, num encontro da 21.ª jornada.

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