Entre as centenas de nomes inscritos nas duas Ligas principais do futebol português há alguns que se destacam pela originalidade, seja por permitirem uma ligação a locais, por serem inspirados em animais ou por adjetivarem um jogador per si.

Difícil é escolher no meio de tantos nomes curiosos. Veja-se o exemplo de Ukra: André Monteiro de nascimento e durante todo o seu percurso nas camadas jovens, o jogador do Braga decidiu adotar a designação devido às suas parecenças com um ucraniano.

As associações a nacionalidades, países, cidades ou locais não acabam aí. Para os lados de Vila do Conde, mais concretamente no Rio Ave, há um Braga e um China (Bruno). Mais abaixo, no União de Leiria, Alcântara está representada por Hugo, enquanto no Nacional da Madeira há referências ao Brasil, com André Recife, e ao Minho, com Diego Barcellos.

A Liga de Honra também não escapa, com o Santa Clara a ter um Tiago Maia, o Moreirense a ter Fábio Espinho, que foi buscar o apelido à sua cidade e o Estoril a inscrever um João Coimbra. A lista de associações a locais acaba no Belenenses, com o brasileiro Geovanne Maranhão.

Mas se há algo em que o campeonato secundário é pródigo é em nomes de animais. Aí o Santa Clara tem dos mais engraçados, com Minhoca e Grilo a destacaram-se numa Liga de Honra que também conta com um Pintassilgo (Moreirense) e um Coelho (Belenenses).

Na Liga principal, o “animal” mais conhecido é, sem dúvida, “Pitbull”, o jogador do Vitória do Setúbal, que alinhou com as cores do FC Porto.

Publicidade à parte, há um veterano no Freamunde que facilita o trabalho aos jornais cada vez que faz um “super” jogo: Bock, o avançado de 35 anos é um dos jogadores mais “fieis” da Liga de Honra, estando há seis temporadas no mesmo clube, e é o homem com mais minutos jogados esta época (270).

A originalidade cresce no setor dos adjetivos, verbos e substantivos, com a lista a ter exemplos de romantismo, estados de alma e conotações negativas. Não há ninguém tão Feliz como o atleta do Trofense, nem ninguém tão Reguila como o seu colega de equipa.

No Nacional, Amar (Zildzovic) tem, talvez, dos nomes mais invejados, ao contrário de Grosso (Desportivo das Aves), Manuel Curto e Jorge Chula, do União de Leiria, ou Tozé Marreco (União Madeira).

E, entre as mais de seis centenas de jogadores inscritos na Liga portuguesa de futebol e na Liga de Honra, há muitos mais nomes que roubam um sorriso aos mais atentos: o Olhanense tem Regula e Mexer, o Nacional tem Candeias, o Penafiel tem (Vítor) Golas, Pedrinha, (Pedro) Coronas e (Filipe) Pastel.

No Estoril há um (Bruno) Fogaça, na Naval um (Michel) Simplício, no Portimonense um (Sérgio) Organista e no Covilhã um (Wang) Gang.

Num lista tão vasta, percebe-se ainda que há um truque infalível para aqueles que não sabem que designação adotar quando cumprirem o sonho de jogar futebol: trocar o nome pelo diminutivo.

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