De ´patinho feio` a capitão. Herrera tem sido uma das muitas boas surpresas na equipa do FC Porto esta época. O médio começou no banco, mas aos poucos foi ganhando o seu espaço e hoje é um dos indiscutíveis no onze de Sérgio Conceição. Em entrevista ao jornal OJogo, o mexicano falou dos assobios que já ouviu no Dragão, mas garante que tal não o tirou o seu foco.

"Nunca pensei que fosse o patinho feio da equipa [risos]. Como digo, não sinto que seja o melhor nem o pior jogador. Mesmo tendo passado por uma situação como esta. Por algum motivo estou aqui e jogar no FC Porto não é jogar em qualquer equipa. O que está a acontecer agora não é porque queira calar a boca às pessoas e muito menos mostrar-lhes que estão erradas. Trabalho sempre para mim, para a minha família e para o clube. Se há pessoas que gostam do meu futebol, estou-lhes grato. Se há quem não goste, então...", comentou o mexicano, lembrando os casos de Cristiano Ronaldo e Messi, os dois melhores do Mundo que não agradam a toda a gente.

"Se nem o Cristiano [Ronaldo] e o Messi agradam a toda a gente, imaginem o Herrera. [risos] A minha paixão é jogar. Não vejo o futebol como um trabalho. Graças a Deus, vivo disto, mas continuo a pensar como se fosse jogar para a rua. Não me custa acordar cedo para ir treinar ou para fazer estágio, porque quero é jogar à bola", atirou.

Um dos lances que marcou o jogador foi o canto que cedeu no derradeiro minuto do clássico da época passada no Dragão frente ao Benfica e que resultou depois no golo do empate dos ´encarnados`. Muitos adeptos portistas culparam Herrera pelo resultado, mas o médio desvaloriza.

"Apesar de ter sido criticado, de ter sido visto como o culpado [pelo resultado], não sinto que tenha sido o meu pior momento. Para ser sincero, acho que nunca passei um mau momento a nível pessoal", frisa Herrera, garantindo que não fica abatido pelas críticas nem eufórico com os elogios.

"Tento sempre encarar o positivo e o negativo da melhor maneira e tirar as minhas conclusões. Existiram pessoas que me escreveram que, se calhar, tinham razão. Agora, se lesse as mensagens e me colocasse com aquela postura de quem não aceita, isso só me iria fazer mal. Por isso, só tinha de esperar que passasse, porque é algo normal. Foi algo que me fortaleceu ainda mais para atualmente estar bem. Tive coisas de que não gostei e outras de que gostei, porque também tive pessoas a darem-me ânimo e agradeço-lhes por isso. Essas coisas só te podem fortalecer. Se não deixares, nunca te deitarão abaixo. Depende mais da forma de ver a vida e encarar as críticas", explicou, na entrevista ao jornal OJogo.

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