O treinador do Vitória de Guimarães, Ivo Vieira, antecipou hoje um jogo de pouca intensidade na receção ao Sporting, que vai acontecer, à porta fechada, na quinta-feira, para a 25.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Os vitorianos, sextos classificados da tabela, com 42 pontos, vão receber os ‘leões', quartos, com 42, no primeiro encontro após a interrupção do campeonato, decretada em março devido à pandemia de COVID-19, e o técnico considerou que, depois de "quase três meses de competição parada", a "falta de ritmo" dos jogadores vai ser "evidente".

"Julgo que vai acontecer naturalmente [o ritmo lento do desafio]. As equipas vão-se preparar para dar a maior intensidade possível, mas, provavelmente, vai ser mais baixa em grande parte do jogo", afirmou, na videoconferência que o clube minhoto promoveu para antecipar a partida marcada para as 21:15, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

O treinador, de 44 anos, considerou ainda que a "qualidade" de ambas as equipas vai ser influenciada pela "falta de rotina e pela falta de trabalho coletivo", tendo realçado que os "treinos individuais" realizados pelos jogadores durante o período de confinamento, em março e em abril, não são a "mesma coisa" em termos de preparação.

Ivo Vieira considerou, por isso, benéfico o modelo das cinco substituições, que não pode entrar em vigor antes da Assembleia Geral da Liga de Clubes, em 08 de junho, após o Marítimo ter impugnado essa medida, mantendo-se, para já, as três habituais.

"Não sou o único treinador favorável a manter a intensidade do jogo [mais elevada], com a possibilidade de alterar cinco jogadores. Pode-se fazer uma gestão mais equilibrada, em termos de cargas para os mesmos atletas. As cinco substituições iriam ajudar", frisou.

Face à "paragem muito longa", Ivo Vieira defendeu que as 18 equipas do campeonato encaram as últimas 10 jornadas em "pé de igualdade", tendo ainda salientado que o Vitória e o Sporting são, neste momento, uma "incógnita".

"Será sempre uma incógnita o Vitória de hoje, o Sporting do passado e do presente e todas as outras equipas que vão disputar este campeonato. É mais confortável opinar sobre o que acontece posteriormente, relatar o que acontece. Só após esses momentos é que vamos perceber melhor se há incógnitas em ambas as partes ou na generalidade", referiu.

Ivo Vieira disse ainda querer prolongar a sequência vitoriosa da sua equipa - venceu os três últimos jogos do campeonato -, mostrando-se convicto de que os seus pupilos "estão mentalmente preparados para isso".

O treinador realçou, porém, que a ausência de adeptos nas bancadas - o Vitória tem uma média de 16.910 espetadores no seu estádio, a quarta melhor da I Liga - é um "ponto desfavorável" para os seus jogadores, pelo efeito psicológico que gera na sua atitude.

"O nosso público é muito apaixonado. Mesmo num remate que saia ao lado, cria uma ênfase que catapulta os atletas em termos de vontade. Mesmo na tentativa de se evitar que uma bola saia, o frenesim dos estádios faz [diferença]. A intensidade e a velocidade nas ações surge por arrasto [do estado psicológico]", disse.

Ivo Vieira recusou, contudo, desculpar eventuais resultados aquém do desejado com a "falta de público" ou com o "árbitro", tendo frisado que todos as equipas vão jogar nas mesmas condições e que tem a obrigação de se agarrar ao "mais difícil": o "processo de jogo e a qualidade dos jogadores".

O Vitória de Guimarães, sexto classificado da I Liga, com 37 pontos, recebe o Sporting, quarto, com 42, em partida da 25.ª jornada, agendada para as 21:15 de quinta-feira, à porta fechada, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, com arbitragem de Carlos Xistra, da Associação de Futebol de Castelo Branco.

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