O Boavista tem de "despender 430 mil euros" só este mês e "até ao início da próxima semana" para poder honrar os acordos de regularização das dívidas junto dos credores, disse hoje à agência Lusa o presidente do clube.

João Loureiro referiu que os ‘axadrezados’ estão a respeitar os compromissos assumidos em 2012 nesse domínio, tanto em nome do clube como da SAD gestora do futebol profissional. "Mas não é com facilidade, é com alguma ginástica", acrescentou.

Tais compromissos envolvem um esforço anual de cerca de 1,8 milhões de euros, segundo informou.

O dirigente informou hoje que decidiu delegar os seus "poderes de representação do Boavista Futebol Clube" na SAD axadrezada ao presidente-adjunto da Direção, Vítor Murta, tendo para tal invocado "razões de saúde" relacionadas com uma intervenção direta junto da equipa de futebol, na semana passada.

João Loureiro mantém-se à frente do clube, afastando-se apenas do que diz ser "o dia-a-dia" e aproximando-se dos grandes problemas que o Boavista enfrenta.

"Não vivemos num mar de facilidades. Estamos no bom caminho e a gestão do Boavista continua a ter que ser muito rigorosa, exatamente para podermos ir cumprindo os compromissos como até agora", referiu.

O dirigente afirmou que a "equipa (de futebol) tem tudo regularizado".

"Temos salários e prémios em dia. O Boavista paga os prémios sempre antes do jogo seguinte" e, segundo notou, "ainda não falhou uma vez" desde que reassumiu a presidência, em dezembro de 2012.

João Loureiro reafirmou que o Boavista pode ganhar muito se conseguir um investidor, havendo hoje "mais condições para atrair investimento do que tinha anteriormente".

"A SAD, neste momento, está mais sólida e isso poderá constituir um fator maior de atração. Temos tido contactos, que se intensificaram sobretudo a partir deste defeso, mas ainda não há nada certo", acrescentou.

Para o dirigente máximo boavisteiro, a entrada de um investidor no capital da SAD axadrezada vai ser uma questão de tempo" e o facto de agora ficar "mais liberto das tais questões do dia-a-dia" relacionadas com o futebol profissional, em sua opinião, poderá ajudar a encontrar o tal parceiro que a instituição pretende.

Os boavisteiros anseiam ver o clube "competir naquela faixa imediatamente seguinte à dos grandes", o que neste momento ainda está longe, e João Loureiro disse que o Boavista, "pelos seus próprios meios, demorará seguramente oito anos a chegar lá".

"O investimento exterior poderá significar que esse ritmo seja mais rápido", reforçou, salientando que esse continua a ser "um objetivo estratégico".

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