Assim que o jogo terminou, no flash interview que se seguiu, Manuel Machado foi o primeiro treinador a falar. O técnico do Nacional fez as declarações apenas ali, não tendo comparecido na sala de conferência de imprensa e delegando essa tarefa no adjunto Rodrigo Souza.

“Vintém é vintém, um cretino é sempre um cretino. Há coisas que não mudam por muito que pintemos de amarelo, azul, vermelho, ou encham os jornais. São valores absolutos”, disse Manuel Machado, após admitir que a vitória encarnada não devia “ser contestada”.

Questionado sobre o adjectivo “cretino”, Jesus tentou apaziguar as quezílias: “O que possa existir entre duas pessoas nada tem a ver com os clubes”.

Antes disso, ainda no decorrer do jogo, o momento da polémica: Jorge Jesus, após o quarto golo, acenou com quatro dedos no ar na direcção do banco do Nacional, que terá despoletado as palavras duras proferidas depois. No intervalo, nos túneis de acesso aos balneários, novo “confronto”.

“O que aconteceu nos túneis julgo que toda a gente viu. Houve uma discussão entre jogadores, o que se compreende porque estavam todos com níveis de adrenalina no máximo”, justificou o técnico encarnado em conferência de imprensa.

Ruben Micael, por seu lado, queixou-se dos incidentes, mas não especificou.

“Há câmaras no túnel, há delegados da Liga, vejam bem o que se passou. Ser mais explícito? Há câmaras vejam o que se passou”, disse o jogador do Nacional. Em causa estará o lance aos 38 minutos, em que com Edgar Costa, autor do golo do Nacional, caído no chão e o Nacional a pedir interrupção, o Benfica, alegadamente, não o fez.

Patacas, capitão dos madeirenses e um dos expulsos, também não poupou críticas a Jorge Jesus. “Devia ter humildade, é de lamentar o que fez. É muito feio e uma falta de respeito e fair-play tremenda. Há que manter a humildade pois uma vez estamos no céu e outras voltamos à terra. Nunca se sabe o dia de amanhã”.

A fechar o rol de “ataques”, o presidente do Nacional, que até esteve à conversa com Luis Filipe Vieira, disse ser preciso “passar por cima disto em país de rafeiros”, evitando, contudo, comentar os incidentes ao intervalo.

“Apesar de este ser um país de rafeiros, o presidente de um clube tem de passar por cima destas coisas”.

O jogo de segunda-feira, da oitava do jornada da Liga portuguesa, não só ficou marcado pelo resultado em campo, como pelas palavras proferidas fora dele.

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