Em entrevista ao jornal 'A Bola', publicada este domingo, Jorge Jesus afirma que a equipa que treinou no primeiro ano como treinador do Benfica, em 2009/2010 foi, a par com a atual equipa do Flamengo, as melhores equipas que treinou na carreira, fazendo ainda o paralelismo entre essa equipa do Benfica e a equipa do 'mengão' e revelando aquele que foi o melhor jogador que treinou até aos dias de hoje.

"No meu primeiro ano no Benfica, em 2009/2010,(...) tinha uma equipa muito parecida com esta do Flamengo,(...) Naquele Benfica, o nosso Gabigol era o ponta de lança da seleção do Paraguai, o Oscar Cardozo, o nosso segundo avançado centro era o Saviola, o jogador que jogava pela esquerda era o Dí Maria, pela direita o Ramires, e tínhamos ainda um segundo volante chamado Pablo Aimar, que foi o melhor jogador que eu treinei até hoje… Aquele Benfica também era uma equipa fabulosa. Talvez as duas melhores equipas… talvez não!... tenho a certeza, foram as duas melhores equipas que treinei, esta equipa do Flamengo e a minha primeira equipa no Benfica, sendo que essa equipa do Benfica não ganhou tantos títulos como outras equipas que tive no Benfica", afirmou.

O técnico vencedor da Taça Libertadores e do Brasileirão desta época com o Flamengo, relembrou a época em que o Benfica perdeu tudo nas últimas jornadas, recordando a época de 2012/2013.

"No Benfica, não posso deixar de recordar ainda a época em que estive próximo de ganhar todas as competições nacionais e acabei por perdê-las todas, uma a dez segundos do fim… Duas finais, a Liga Europa e a Taça de Portugal, e também o campeonato, na penúltima jornada, também a segundos do fim (2-1 no Estádio do Dragão)… E aquilo também foi tremendo, com os adeptos, uma pressão muito grande…", disse, explicando ainda o apoio que recebeu da estrutura que foi fundamental para o sucesso dos 'encarnados' nos anos seguintes.

"(...) Tinha um presidente que me disse, ‘não, tu não vais sair… tu vais ficar e vais assinar, se quiseres, por mais quatro anos...’ Eu não quis assinar por quatro, assinei por dois. E toda a gente sabe o que aconteceu nos dois anos seguintes... O Benfica ganhou tudo o que havia para ganhar! Porquê? Porque o Benfica tinha uma estrutura que sabia que, mesmo tendo perdido, estávamos mais próximos de vencer, sabia que tínhamos perdido mas perdido em cima da meta, e só perde em cima da meta quem está lá, quem chega lá", concluiu.

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