O presidente do Conselho de Administração da Leirisport, Leonel Pontes, disse à agência Lusa que tem um “plano B”, que será accionado depois de uma reunião com o principal accionista, a Câmara Municipal de Leiria.

De acordo com o último relatório e contas apresentado, a Leirisport precisa de gerar receitas diárias no valor de 18 000 euros para fazer o retorno total das despesas mensais, que rondam os 541 000 euros. Os encargos anuais do estádio municipal são de 1,362 milhões de euros.

Leonel Pontes referiu que a receita que a União de Leiria proporcionava era “mínima”.

“A Leirisport, como empresa, tem de ter uma solução de contingência e vai apresentá-la depois de falar com o presidente Raul Castro”, acrescentou, garantindo que a autarquia e a empresa municipal estão em sintonia.

O administrador garantiu que nunca será possível à União de Leiria utilizar o estádio sem pagar: “Estamos a falar de uma empresa privada, que está sujeita a determinadas regras. A autarquia não pode apoiar empresas que visam o lucro.”

O presidente da SAD, João Bartolomeu, criticou a Leirisport por tratar a União de Leiria “como um hóspede”.

“A autarquia cede a utilização de campos, de forma gratuita, a clubes dos distritais e não aceita a sugestão de partilha desses relvados para que a nossa equipa possa treinar sem pagar”, lamentou ainda o presidente da SAD.

A equipa profissional da União de Leiria vai mudar toda a sua estrutura para Torres Novas, onde irá disputar todos os jogos, anunciou hoje João Bartolomeu.

O presidente da SAD afirmou que não pode “suportar os 250 000 euros” que a União de Leiria paga à Leirisport, daí mudar-se para Torres Novas, onde a autarquia local disponibiliza o estádio gratuitamente.

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