A SAD do Sporting convocou hoje uma reunião de assembleia-geral para 30 de junho para apreciar o plano de reestruturação financeira, que prevê aumentos de capital de 38 milhões de euros e a hipoteca do Estádio José Alvalade.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sociedade Anónima Desportiva “leonina” indica seis pontos para a agenda da assembleia-geral, como a «fusão, por incorporação, da Sporting SAD na Sporting Património e Marketing, SA», que detém o direito de superfície sobre o Estádio José Alvalade e o Edifício Multidesportivo.

O segundo e o terceiro pontos da agenda destinam-se a apreciar duas propostas de aumento de capital da Sporting SAD, a primeira das quais no montante de 20 milhões de euros, «a realizar por subscrição particular pela sociedade Holdimo – Participações e Investimentos, SA».

De acordo com o documento enviado à CMVM, este aumento de capital traduzir-se-á na «conversão de um crédito daquela entidade sobre a Sporting SAD, resultante de contrato de parceria de cooperação financeiro-desportiva, através de emissão 20 milhões de novas ações ordinárias, escriturais e nominativas, com o valor nominal de um Euro cada».

O ponto três da convocatória autoriza o Conselho de Administração presidido por Bruno de Carvalho a «proceder a um ou mais aumentos do capital social da Sporting SAD num montante total de 18 milhões de euros».

Neste caso, os aumentos de capital serão realizados com «novas entradas em dinheiro, através de subscrição particular junto de investidor, ou investidores, de referência selecionado» pela administração, tendo as ações o valor nominal de um euro.

O quarto ponto destina-se à «constituição, a favor dos bancos financiadores da sociedade, de hipoteca sobre o direito de superfície do Estádio José Alvalade e do Edifício Multidesportivo», com vista a garantir as «responsabilidades de entidades que integram o Grupo Sporting» perante as instituições bancárias.

O quinto ponto aponta para a «emissão de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis em ações da Sociedade (“VMOC”), escriturais e nominativos, no montante de 80 milhões de euros, com o valor nominal de um euro cada, com prazo de 12 anos, pelo preço de subscrição de um Euro cada» e com uma «taxa de juro anual bruta condicionada de quatro por cento».

A eleição do Conselho Fiscal e do Revisor Oficial de Contas e o alargamento do Conselho de Administração para cinco membros fazem parte do último ponto da agenda.

«A implementação das medidas acima previstas visa permitir à Sociedade, por um lado, elevar os seus capitais próprios e, por outro lado, dotar a Sociedade dos meios necessários à gestão da sua atividade», concluiu o documento enviado à CMVM.

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