A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou hoje que vai apresentar uma participação à Procuradoria-Geral da República, “dando conhecimento das notícias publicadas” sobre viciação de resultados nos dois campeonatos profissionais.

A Federbet, organismo que vigia as apostas ‘online’, apresentou hoje, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, o relatório anual de 2015 sobre “jogos viciados”, apontando que Portugal é um dos países onde o fenómeno mais cresceu na última temporada.

Segundo o secretário-geral da Federbet, Francesco Baranca, a II Liga é uma competição “doente”, mas na lista de jogos suspeitos neste relatório também surge uma partida da I Liga, envolvendo o bicampeão Benfica e o despromovido Penafiel.

Num comunicado publicado no seu sítio oficial na internet, a LPFP informa que também apresentará uma participação da Federbet, pelo seu “comportamento reprovável”, que o organismo diz repudiar.

A Liga considera que a Federbet “é uma mera pessoa coletiva de direito privado e não um organismo que vigia as apostas ‘online’ como se uma entidade oficial e de polícia se tratasse”.

“A Federbet tem vindo a oferecer, sem sucesso, os seus serviços à Liga e aos seus associados por quantias absolutamente incomportáveis”, começa por denunciar o organismo que rege os dois campeonatos profissionais de futebol.

Segundo a LPFP, a fórmula que a Federbet “tem vindo a utilizar é um meio de pressão absolutamente repudiável”.

“Ao invés de denunciar às autoridades competentes, de forma reservada, sem clamor social, a suspeição de comportamentos criminais, opta por lançar a suspeição pública, sem qualquer pudor, sobre os nossos clubes e as nossas competições desportivas. O exemplo de hoje é claramente a demonstração dessa atuação”, condenou a LPFP.

Na mesma nota, a LPFP refere que “o problema das apostas ilegais é um tema demasiado sensível para a Liga Portugal o ignorar”, pelo que o organismo tem vindo a desenvolver, juntamente com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), “contactos com o Departamento da Polícia Judiciária que investiga este tipo de criminalidade, no sentido não só de prevenir este tipo de criminalidade, mas também de estabelecer canais expeditos de denúncia”.

“Ainda da FPF temos recebido todo o apoio nesta matéria através de uma empresa concorrente à Federbet que trabalha com a UEFA, mas que ao contrário daquela, fá-lo de forma reservada e sem lançar suspeições públicas que podem causar um dano irreparável na imagem dos clubes e das pessoas que neles trabalham”, pode ler-se ainda no comunicado.

A LPFP explica ainda que “as denúncias públicas feitas anteriormente pela Federbet levaram a Liga Portugal a participar à Procuradoria-Geral da República os factos por elas relatados, cujo inquérito criminal veio a ser arquivado no passado mês de maio”,

“No entanto, a imagem negativa que as referidas denúncias provocaram nas competições oficiais da Liga e nos seus clubes jamais serão repostas”, lamentou o organismo.

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