Um estudo da consultora McKinsey, que foi apresentado a todos os presidentes da I Liga e revelado pelo jornal Record, revela que Portugal é o país onde é mais caro para o cidadão comum ter acesso a todos os jogos do campeonato.

Segundo o documento, cada português tem de pagar mensalmente cerca de 40 euros para o fazer, o que equivale a 4,1% do salário médio nacional. A seguir na lista vem a Alemanha, onde o peso é de apenas 1,6%. Já na Itália bastam 10 euros para ver todos os jogos da Serie A, o equivalente a 0,5% do salário médio do país.

Nesse sentido, a Liga portuguesa é uma das que gera menos receitas entre as mais importantes da Europa. Em 2017, por exemplo, atingiu receitas de 431 milhões de euros, abaixo da Turquia (731 milhões), Holanda (505 milhões) e ligeiramente mais do que o campeonato belga (383 milhões).

De acordo com o mesmo estudo, a I Liga é também a mais dependente das receitas da UEFA: em 2017, 23% das receitas da liga veio das competições europeias, uma percentagem significativa tendo em conta que abaixo de Portugal está a Bélgica, com apenas 13%, e a Holanda, com 12%.

O campeonato português continua também a ser o único entre os mais importantes da Europa em que os direitos televisivos são negociados individualmente, o que faz com que exista uma maior diferença nas receitas conseguidas pelos principais clubes e a média da liga.

Benfica, FC Porto e Sporting ganham 15,4 vezes mais do que a média do campeonato. Em sentido inverso, a Premier League é a liga onde essa diferença é menor, com os grandes clubes a ganharem apenas 1,3 vezes mais do que a média.

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