Luís Filipe Vieira faltou à primeira audiência, a 02 de Junho, "por motivos imprevistos e inadiáveis", como determinou o juiz Nuno Salpico que ficasse exarado, e estava notificado para comparecer a 18 de Junho na 13ª Vara do Tribunal Cível de Lisboa, no Palácio da Justiça.

No entanto, a segunda sessão de julgamento não se realizou depois de os advogados do Benfica e da Britalar terem apresentado pedido de suspensão por um período de 30 dias para tentarem um acordo.

A Benfica SAD, que também accionou a empresa, recusou um acordo com a Britlar e tentou-se um compromisso arbitral, designando um tribunal.

Como o entendimento não foi possível, o juiz agendou a audiência para hoje, às 10:00 horas, destinada a ouvir o dirigente do Benfica e quatro testemunhas arroladas pela Britalar, empresa de António Salvador, presidente do Sporting de Braga.

Na segunda, programada para 23 de Novembro, serão ouvidos dois elementos indicados pelo clube, entre as quais o antigo vice-presidente do património Mário Dias e uma testemunha da empresa de construção civil.

Para 26 do mesmo mês está previsto a inquirição de mais duas testemunhas do Benfica e as alegações finais do processo, em que está em causa a construção do Centro de Estágio do clube, no Seixal, obra inicialmente orçada em 12,96 milhões de euros, em meados de 2004.

Mais tarde, a empreitada foi renegociada com a Britalar em mais 2,5 milhões de euros, mas, como disse António Salvador na primeira audiência, o Benfica apresentou mais projectos de especialidade em Janeiro de 2005.

A empresa comunicou ao clube que a adjudicação teria de ser feita mediante o pagamento de mais três milhões de euros e, já com as obras do complexo a decorrerem, António Salvador reuniu-se com Luís Filipe Vieira e Mário Dias, que se comprometeram a negociar essa verba adicional num jantar.

Nesse encontro, as partes estabeleceram que o montante seria reduzido de três para 2,5 milhões de euros, mas, como vincou António Salvador em tribunal, apenas foi reduzido a contrato "quase dois meses depois".

No entanto, a Britalar reclama mais 1,6 milhões de euros em obras alegadamente executadas e que não estavam previstas no contrato de empreitada, enquanto o Benfica entende que não há lugar a pagamentos adicionais e também constituiu a empresa como réu.

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